Tic tic nervoso
É hora de paranoia. Não apenas candidatos, mas partidos e especialmente servidores públicos, cabos eleitorais permanentes, querem impor suas vontades aos meios de comunicação social. Há um frisson de nervosismo e ansiedade, pior do que o que acompanhará o Coxa na partida decisiva. Eles contaminam os seus candidatos e em nome dessa lealdade querem a tudo contestar. Ninguém consegue um privilégio como o de um prefeito candidato: está nos anúncios oficiais todo o santo dia no ar, nas obras em andamento e nos saques de última hora.
O prefeito de Curitiba, por exemplo, parece estar com aquele hiperativismo de seus pacientes infantis: redescobriu, via IPPUC, os sanitários públicos. Ora alguns, como o da Praça Osório, você entra com a cavalaria americana. Lá estão exibicionistas e malucos de toda espécie. Dez vigilantes para cada usuário. Outra redescoberta as ruas fechadas, embora nada se faça em relação ao prédio Springfield que ocupa, há décadas, o leito da D. Pedro II. Basta o raciocínio linear e no imaginário deles isso tira uma avalanche de votos e a reação é pressionar donos de veículos e atacar jornalistas como parciais. São o que era a antiga militância.

Moleza
Não bastassem os servidores legislativos que recebem sem trabalhar ainda há a quebra de simetria entre os 500 efetivos e os 2 mil comissionados. Ontem a OAB (via Conselho Federal) entrou com ação no STF.

Sempre PRTB
O PRTB, autor daquele caixa dois de sua dissidência na campanha de Beto Richa (ainda prefeito), flagrada no ''Fantástico'', volta à cena: agora com a novela de ter um candidato depois de haver esnobado Gustavo Fruet. Aliás aproximar-se dessa agremiação, depois do ocorrido, é uma temeridade, no mínimo um ''desfruet''. O TRE rejeitou o candidato Carlos Moraes.

Solução
Como há empenho em melhorar os sanitários públicos - vide o de um terminal de coletivos - o ideal era deixar uma lata de tinta para as mensagens de parede ficarem menos fedorentas. Ao menos substituiriam o insumo.

Paranaguá
Sábado próximo teremos na Praça Osório o dia de Paranaguá em Curitiba. Aliás as colônias do interior que promovem encontros menos agitados em jantares são as de Pato Branco, Jacarezinho e Santo Antonio da Platina, a mais concorrida.

Folclore
Quem deu os primeiros sinais de defesa do calçadão na Capital foi a Maria do Cavaquinho, uma anãzinha que costumava ''fechar'' a rua XV nos dois sentidos. Em lugar de homenagens a Lerner deveriam eregir um monumento à figura popular e aos estudantes que nos anos 50 e 60 a apoiavam nos atos indús de defesa passiva como se fosse uma seguidora de Gandhi.

Vigilante
Polícia está alegando que caiu a taxa de crime em Curitiba e na Região Metropolitana. Vamos esperar as estatísticas federais, menos suspeitas.

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