O cobertor curto

Rubens Bueno, maior eleitor do PPS, foi convidado para ser vice de Luciano Ducci e aceitou sob condições porque precisa ouvir os diretórios nacional e estadual, nos quais manda. A opção estava entre ele e o Ney Leprevost do PSD, ambos fortes em Curitiba e capazes de transferir votos ao cabeça de chapa.
A base do PPS na Câmara discorda: entende que a bancada entra em anorexia sem um candidato próprio, mesmo que fosse a vereadora Renata Bueno, apenas para marcar posição. Percebe-se aí o que são os partidos no Brasil: um feudo do seu maior eleitor, tal qual se deu com Requião no PMDB e com Richa no PSDB.
O argumento dos peemedebistas que queriam agregar-se a Luciano Ducci era o de que se constituia na única forma de fazer uma bancada de vereadores. Só que o pessoal do PPS sabe que no seu caso isso é tiro no pé. É a questão do cobertor curto: cobre a cabeça (interesses personalíssimos de Bueno) e ficam com os pés expostos ao frio.
Dá também para perceber que a escolha do vice de Ducci é olhada como decisiva e capaz de reverter as expectativas, pelo menos hoje, bastante sombrias.

Descarte

Dentro do PSDB, depois de rifarem Derosso, o nome mais cogitado para compor a chapa como vice era o do deputado federal Fernando Francischini, de presença constante nos meios de comunicação e influência fortíssima no eleitorado religioso. Ontem ele anunciava que iria sair do tucanato e aderir ao PEN, Partido Ecológico Nacional, vinculado à Assembleia de Deus. Provavelmente tudo decorrente da decepção.
O fato é que Beto Richa, na ânsia de vencer, queima os seus partidários como está acontecendo em todas as regiões, razão pela qual faz de Curitiba o seu obsessivo campo de batalha, quando não é bem assim porque mesmo perdendo na Capital permanece como possível ganhador em 2014 à falta de adversários, já que Gleisi Hoffmann estaria disposta a permanecer no ministério.

Xabu

Leilão do potencial construtivo da Linha Verde era calculado em R$ 60 milhões e deu menos da metade: R$ 28 milhões. A Arena da Baixada não escapa dessa.

Disparo

Sinal de vida no governo: finalmente sai a dragagem do porto.

Folclore

Banheiro do Graciosa Country Club em dia de festa: lá estão o cartorário Zé Nociti, um senador e um deputado. Zé urina nas calças do senador, dizendo que essa era uma antiga frustração e virando-se para o parlamentar e o atingindo declara ''e de um deputado também''.

Cartorialismo

Mais um cartório, como quase se deu com o condomínio do lixo: sai logo a inspeção veicular, uns R$ 40 por veículo, para os amigos do rei.

Aprendizado

Na Casa de Custódia estão ensinando preso a lidar com computador.

Mensalão

Ministro Levandowski diz que não admite pressão: então tá.

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