Política e técnica
Depois dos anos de chumbo e especialmente com a Constituinte exaltou-se como fator primeiro da nacionalidade a classe política justamente num instante em que o governo deixava de ser técnico tal qual se dera nos momentos de PIB alto como se vê agora, a despeito de a presidente Dilma recuperar, ao menos na doutrina, a relevância dessa racionalidade na gestão pública.
Habituados ao maniqueísmo, estabeleceu-se uma dicotomia entre esses fatores, o técnico e o político. Lembro da grita contra a tecnocracia e a bronca que hoje existe de parte da sociedade com os políticos em geral, abominados e execrados, o que se perceberá na eleição municipal com votos nulos e brancos.
Uma das razões está em casos como esse de enxertar Porecatu e Florestópolis na região metropolitana de Londrina, onde o fundamento técnico é desprezado pelas razões mais primárias da política.
Vice
Sábado o PT indica o vice de Gustavo Fruet. A palavra de ordem, tanto aí como nas outras coligações, é arrumar um vice que afinal viceje. Que tenha mais viço do que vício. Tarefa delicadíssima.
Grand Guignol
O teatro francês do terror tomou conta do jornalismo com a matéria da ''Veja'' detalhando, em operações de magarefe, como se corta um corpo no caso da mulher que matou o executivo da Ioki. Aqui uma pisada de bola mais suave da reportagem que deu o endereço de um oficial PM com seis ameaças de morte.
Banco
No país da prática ainda do escambo, troca de mercadoria como transação (e isso está na origem do salário que deriva de sal e da pecúnia que é gerada pelo pecus, gado) surpreende o fato de 36% da população brasileira não ter conta em banco (no Brasil meridional 30%, conforme pesquisa CNI-Ibope). Essa exclusão decorre da pobreza e também dos altos custos da formalidade. Como andam badalando a classe D e E está na hora de os bancos fazerem algo pela inserção de extratos tidos como ascendentes ao menos no papo oficial que nem sempre é o da sociologia.
Folclore
Um jornalista recebeu o informe de que havia muita gente com barriga d'água, esquistossomose, no Paraná e no texto afirmou ''que os doentes eram portadores de caramujos (biomphalaria glabrata) como se os levassem nos bolsos e não da cercária, o parasito, schistosoma manzoni, que lhes penetra o corpo''. Outra da área sanitária era a da comunicadora que se referia a pacientes de IRA, código de insuficiência respiratória aguda, nada a ver com o terrorismo irlandês. O linguajar médico é de risco. Eles dizem ''o paciente fez tuberculose''. Ou tb.
Um ano e meio
Até agora, um ano e meio de mandato, a semeadura (promessas) de Beto Richa é maior do que a colheita. O tempo ruge mais para ele do que para a Copa do Mundo com obras fora dos cronogramas, inclusive as da Arena da Baixada.
Absurdo
Um setor do governo estadual insiste em lutar pelo ''racha'' nas rendas do Parque Nacional do Iguaçu, sob a alegação de que é paranaense. Em que lugar está o setor estratégico e de inteligência da administração?

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