Critérios radicais



Uma sugestão para o caso Cachoeira: quem, afinal de contas, da situação ou da oposição, não está conectado ao esquema? Se todos estão, arquive-se a CPI e estabeleçam-se tais fundamentos como as novas regras do Brasil: deixe-se o jogo em liberdade e mais a sua vinculação com empresas ligadas ao governo e também à oposição e outras patologias como tráfico de drogas e lenocínio. E no âmbito local como ficamos com esse rombo da polícia: será que querem verbas do Detran para a área sem examinar drenos como os revelados?

Agora o Ministério Público, que tem divididas com a polícia até quanto a competências, promete investigar tudo (espera-se que o faça com um mínimo de ''distanciamento''), e o Tribunal de Contas também. E Beto Richa promete mais uma ''terceirização'' para controlar o fluxo das verbas na área policial.

Suspense

Nem Hitchcock obteria tanto suspense quanto à nomeação de Durval Amaral para o Tribunal de Contas. Será um dos mais independentes conselheiros por certo. De repente dá, até pela alegria corporativa, esquecer dos desvios policiais.

Dalton

A comissão do prêmio (o maior da língua portuguesa) Camões não conseguiu se comunicar com Dalton Trevisan para avisá-lo que levou pelo conjunto da obra a láurea máxima. Essa é uma cena trevisânica, a seu estilo, que obriga a repensar a subordinação da maioria esmagadora à sociedade do espetáculo.

Guilhotina

Vários servidores da alta hierarquia, inclusive procuradores, tiveram seus salários capados na Assembleia na fúria saneadora de Rossoni. Maioria, aí incluídos fantasmas notórios, vai ao Judiciário.

Anomia

Cachoeira e mensalão lá fora; aqui casos como da Câmara e da Assembleia, mais esse das verbas rotativas da polícia, dá a impressão que está tudo assim.

Folclore

O repórter se refere à passeata dos evangélicos sábado para Cristo, detalha o grande número de participantes e aconselha ''não venham de carro para o centro que isso aqui está um inferno!''.

Pitaco

Vereadores, oportunistas como sempre, querem a volta do Pinheirão ao município, descobrindo as enormes falhas jurídicas do processo iniciadas com atos de Lerner abrindo mão de cláusulas como a de impenhorabilidade e a de inalienabilidade. Que tal fazer o mesmo em áreas destinadas a praças ocupadas por estádios, clubes e até religiões? Ainda agora vão capar a Praça Affonso Botelho por causa da obra na Baixada e dos jogos da Copa e ninguém chia.

Calçadão

Há 40 anos esta FOLHA publicou notícia defendendo o Calçadão da Rua XV. O texto se transformou em peça institucional do governo Lerner republicado na capa de todos os jornais da praça.

mockup