LUIZ GERALDO MAZZA
Caixas pretas
No primeiro dia de vigência da Lei do Acesso à Informação Pública deu para perceber que haverá dificuldades para abrir as mais renitentes ''caixas pretas'' como a do Instituto Curitiba de Informática que já conta com a servidão da Câmara Municipal e do grupo ligado ao prefeito e governador.
Criaram as maiores dificuldades para um advogado que desejava informes e pediram que se manifestasse via Correios, alegando ainda que se trata de organização privada, o que a lei não ampara quando opera com recursos de natureza pública.
Como a lei carece de regulação em alguns pontos, o clima de Ku-Klux-Klan persistirá em muitos pontos daqui e do país. Um abcesso à Lei do Acesso que precisa ser puncionado.
Outra obscuridade
Olhe-se, por exemplo, o sistema de transporte urbano da Capital, muito citado como um exemplo de ''caixa preta'', alvo preferencial das campanhas eleitorais da terra. Alguém monitora a empresa pública encarregada do gerenciamento do sistema, a Urbs? Várias vezes o Tribunal de Contas glosou e, na sequência, acomodou situações irregulares. Agora por exemplo há a crise das empresas que fazem a integração metropolitana (prejuízo calculado em R$ 4 milhões mensais) que ameaçam abandonar as linhas. A Urbs recebe como taxa de gerenciamento nada menos do que R$ 34 milhões por ano e a prefeitura cobra R$ 12 milhões de ISS das operadoras: uma subversão invés de subsidiar é subsidiada.
E ainda há casos como o da Consilux, apropriado à fantasmagoria.
Cachoeira
Como fizeram acordo, oposição e governo, na CPI do Cachoeira pra não mexer em governadores e na Delta vai sobrar para o segundo escalão. E aí sai outra nota envolvendo gente do governo paranaense nas malhas do grupo e teremos histeria como a decorrente da última revista ''Época''.
Ranking
Assasinatos no primeiro trimestre confirmaram a liderança do Paraná com 807 contra 494 do Rio Grande do Sul e 188 de Santa Catarina. E ainda assim botam banca em cima de números tão negativos. Ontem um feito: a prisão do chefe de gangue, o advogado Evangevaldo Santos, redundância cristã no nome, o mais procurado dos delinquentes da terra.
Folclore
Se em cada falha cometida o governador Beto Richa praticar um ato de purgação de culpa como na história dos diplomas (e a repetiu, ontem, na designação meritória dos 3 mil integrantes da PM) seria o caso de fazer um muro de lamentações no Centro Cívico, em que todos os homens públicos se penitenciariam. De todos os poderes. Em público para aureolar a transparência.
Volvo
Volvo significa rodo. Se for mais pressionada com ganhos de 24 mil por trabalhador como participacão nos lucros acaba rodando mesmo. Ou voando ao infinito em função dos seus lucros e resultados.
Pânico
O edifício-torre Curitiba trading na Carlos de Carvalho sofreu assalto numa joalheria. Lá convive boa parte do Pib paranaense que entrou em pânico.





