Forças externas

Em Londrina, o conflito dentro da instituição gera punição; em Curitiba só a ação externa, quase sempre do Ministério Público, põe em cheque a acomodação dos agentes políticos. Esse quadro se dá em nível estadual e municipal como se viu na Capital com os casos do Legislativo paranaense e do curitibano.
Um comportamento comum e de censura ao funcionamento das instituições nos dois polos urbanos é o da mídia que exerce bem o seu papel. Novamente o peso de ações externas. No caso da Câmara de Curitiba, a despeito das encenações de anteontem no CQC da Band, as coisas não andam: ela se fecha como um caramujo no aguardo certamente de ações do Ministério Público que já aconteceu quando da pressão pelo afastamento de João Cláudio Derosso, o que serviu ao menos como um cartão amarelo. Aguarda-se com a coleta dos elementos disponíveis uma faxina que vá além do ex-presidente e atinja vereadores que praticaram abertamente infrações de decoro parlamentar e o crime de improbidade.
Pegará extremamente mal para o funcionamento institucional se em Curitiba, como é da tradição, tudo permanecer no chove-não molha. É esperado que uma carga equivalente, a que se dá na Assembleia, ocorra também na Câmara.

Vitalidade

O sindicato dos metalúrgicos, desmentindo aquilo que se falava sobre a dificuldade de ação em Curitiba junto às montadoras, dá mostras de aguda vitalidade num momento pré-recessivo com os pátios da montadoras e das concessionárias lotados, pleiteando reajustes. Não é a primeira vez que isso ocorre justamente na Volvo que tem um trato de primeiro mundo com seu quadro de trabalhadores.
Cai assim o mito de que a desconcentração industrial acomodaria interesses das montadoras e seria uma das causas de preferências locacionais.

Pá de cal

Edson do Parolin, membro das associações de moradores aliadas do prefeito, formalizou no TRE o protocolo da substituição de Derosso como seu suplente que deseja assumir, já que o mandato é do partido.

Sufoco

Ministério Público vai propor novas ações contra Nelson Justus e Alexandre Curi com bloqueios de bens para assegurar o ressarcimento. Na listagem os fantasmas que, apavorados, deram o serviço e vão perder grana.

Folclore

Como saneador do Legislativo, a imagem não pega bem em Valdir Rossoni: tanto ele como Nereu Moura escaparam, tal qual Taniguchi, de penas pela prescrição.
Não pega bem, a nenhum deles, o papel de moralistas e austeros. Ficha limpa?

Vice

Prefeito Luciano Ducci negou a oferta da vice ao PMDB. Mas negociação há.

Proibitivo

O TRE continua proibindo: agora foi a vez do PSC do Ratinho Júnior.

Renovação

No Paraná nem o pessoal da baixaria eleitoral renova. Tal qual as propostas e os candidatos, sempre a mesmice.

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