Terrorismo da moda

Quando a baroneza do sexo, dona Mirlei, com sua famosa agenda de políticos e empresários, era fator de curiosidade ou de exposição das vítimas, não havia dia em que não houvesse um ato de terror para abalar alicerces familiares. O demônio da moda de agora é outro: o Carlinhos Cachoeira com seu largo e vasto círculo de relações, em cujo rol já puzeram o senador Roberto Requião, o governador Beto Richa e agora o seu secretário de Segurança, Reinaldo de Almeida Cezar, dado como indicação do próprio contraventor ao governo paranaense. Isso saiu na internet, que agora substitui paredes de privadas e nos muros para inscrições maliciosas, ou em algum desses jornais sensacionalistas? Não. Saiu na revista ''Época'' como já havia sido registrado em jornais.
Saber se cola ou não uma denúncia dessas é complicado, quando se trata de políticos, normalmente vulneráveis como alvos de difamação. Quando, porém, a pessoa atacada é protegida por seu histórico pessoal não cola. Pena dos políticos porque, mesmo quando dotados de uma biografia excepcional, ainda mais depois do ocorrido com o senador Demóstenes Torres, engajado no moralismo, sofrem desgastes e ainda mais quando o informe passa a ser repetido.
Segue-se o ritual de porta vozes ou até voluntários da ''boa causa'' em nome dos prejudicados com as acusações para repicar com outro tipo de terrorismo: ameaça de sanções, processos ou até de desforço pessoal.

Suspense

Na liturgia do processo de escolha do novo conselheiro do Tribunal de Contas na Assembleia um ruido inesperado: o auditor Claudio Augusto Canha pleiteou, pura e simplesmente, a impugnação da candidatura de Durval Amaral por não preencher o requisito do exercício efetivo da advocacia. Essa eles, como sempre, tiram de letra com alguma facilidade como acabou acontecendo.

Condições

O PMDB dissidente condiciona o seu apoio à reeleição do prefeito Luciano Ducci com o preenchimento da vaga de vice. Insinua que pode ser o Alexandre Curi, o segundo homem dos desvios legislativos, depois de Nelson Justus, o que soaria como um tiro no pé ou em outra parte do corpo mais carnuda.
Se Requião firmar posição, essa turma (Romanelli, inclusive) se manda. Aliás como sempre.

Debate

Por que o metrô não pode ser mais barato, adotando-se o modelo semi enterrado tal como se sugeriu no início dos debates internos do IPPUC? Dizem até que os estudos a respeito sumiram dos arquivos.

Folclore

''Curitiba é tão acanhada que aqui nem inimizade prospera'' Outra do Orlando Carlini que, oriundo de Irati, enxergava os limites da Capital.

Assistentes

Judiciário vai ter mais 220 asistentes para atender os 120 desembargadores e mais 100 juízes. Lembra aquela piada da reforma agrária: em cada assentamento um japonês.

Hotelaria

Hotelaria do Rio cobrando preços absurdos em cima da Conferência da ONU. Só falta agora copiarem os taxistas daqui e não permitirem novos hotéis para não perderem mercado.

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