Fechar pra balanço

Depois dessa decisão de entregar a empresas privadas o cuidado de fiscalizar o pedágio, o governo paranaense poderia fazer uma sessão prospectiva para ver quando o Estado some do mapa, pois está cada vez com menos atribuições e com maiores custos, algo incompreensível numa organização que fala em contrato de gestão, alardeando suposta racionalidade.
É visível que o Estado, se persistir nesse processo de terceirização, acena para um fim inexorável até porque em curto prazo terá a sua inutilidade comprovada. Como nos cacoetes tecnocráticos se fala tanto em metas urge indicar o ponto de exaustão, pois o que se sabe é que apesar dos mais de R$ 20 bilhões de orçamento não há sequer 10% de investimento, o que caracteriza a
máquina que gera toda essa renda, para simplesmente alimentar-se, como um monstrengo autofágico.
Pergunta-se: o DER, Departamento Estadual de Estradas de Rodagem, não mais existe ou teria perdido a funcionalidade operacional pela evidência de que o governo não mais constrói ou faz manutenção de estradas, atribuições essas ora delegadas à iniciativa das privadas?

Agências

Com sua timidez militante, o governo Beto Richa tentou regular as agências de fiscalização, decalcando o modelo federal. Como o PMDB, à época ainda não engajado, viu naquilo um sinal de privatização e o alardeou com os velhos condimentos ideológicos, houve recuo, apesar de garantida a maioria.
Percebeu-se por aí que o governo não tem rumo, nem programa, muito menos uma visão de estratégia: correu com um punk diante de um desodorante na primeira provocação do PMDB.

Vitimalismo

Fernando Francischini gosta de aparecer e ontem reuniu a mídia para mostrar que o pessoal de Brasília teria quebrado seu sigilo fiscal, bancário, telefônico. Como a Maria Cândido que fez na série global a perseguida de Curitiba ele o é o perseguido do Paraná. Se for o vice do Luciano Ducci pode comprová-lo.

Linha Verde

O presidente da Câmara Federal, Marco Maia, veio a Curitiba ontem para ver a Linha Verde. Deve ter notado que continua verde e que pode piorar, como acreditam outros, quando amadurecer e lhe faltar fundamentos, como trincheiras e viadutos, para a transposição.

Folclore

A Carteira de Fomento está disposta a adiantar os R$ 30 milhões pretendidos pelo Atlético, mas ela faz uma exigência: todos os conselheiros do clube ficarão com seus bens comprometidos com a operação e o presidente também.

Bueno

Renata Bueno será o tom de beleza da campanha eleitoral: seu parentesco com o pai ajuda, como se vê, mas teria mais força se comprovasse ligação com a santa popular Maria Bueno. Pelo menos no Dia de Finados abafaria.

Sherloquices

Houve 47 estouros de caixas eletrônicos, sete em Curitiba, 15 na Região Metropolitana e 25 no interior e a polícia está investigando justamente dois casos agora em que o dinamite não chegou a explodir.

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