Retaliação pedagógica

Prefeituras, não satisfeitas com as delongas do governo sobre transporte escolar, estão decidindo atender apenas as responsabilidades municipais, negando-se a conduzir os da área estadual. Uma delas é a de Foz do Iguaçu e cujo prefeito, MacDonald, acabou pelo menos no caso de itinerários comuns, aceitando levar a rapaziada também dos colégios.
O governo enrola os prefeitos e esses começaram a reagir pedagogicamente e mostrando, num ano eleitoral, essa omissão terrível e devastadora. Pergunta-se como conciliar uma situação anômala dessas com a perfumaria tecnoburocrática dos contratos de gestão?

Reunião já

Ontem a Associação dos Municípios do Paraná encaminhou expediente ao governo propondo uma reunião das áreas interessadas para acertar a transporte escolar de uma vez por todas. Prefeitos não aguentam mais a tergiversação e isso logo no início do período escolar. Governo promete atendê-los em maio.
Meios de comunicação cumprem um dever elementar ao divulgarem essa questão, ainda que pareça aos prejudicados, governo e prefeituras, excesso de má vontade. Cambuí em cima dos molengas.

Inocuidade

Câmara de Curitiba e Assembleia Legislativa firmaram convênio para uso comum da TV Sinal. Se isso significasse transparência saberíamos hoje detalhes dos negócios que derrubaram Derosso ou as omissões de Rossoni sobre a duplicação do seu salário? A Câmara vai funcionar matinalmente para aproveitar horário morto da TV. Merecemos? Com um toque você tira o programa chato do ar, mais difícil é encarar o vereador renitente, nem kriptônio resolve.

Frota

Embora a matéria não seja pacífica, o CNJ já fez análise sobre as frotas de veículos para atender desembargadores. Aqui foram despendidos R$ 4,5 milhões na aquisição dos carros e ontem havia pregão licitatório para contratar motoristas, gastos de até R$ 2,7 milhões.

Folclore

Luciano Ducci, falando sobre o Ibope que o colocou tão mal, argumenta que nem começou a campanha quando a Justiça Eleitoral o supreendeu em telefonemas com os eleitores, isso fora de época, e nem o enquadrou, mas advertiu-o. De fato começou mal na campanha e na pesquisa.

Perseguição

Aqueles policiais que devassaram uma casa de jogos e sacanagem, supostamente protegida, sofrem as maiores perseguições. Também os delegados que estiveram com chapas sindicais que não a oficial foram esquecidos e mal aproveitados. Se a polícia sofre com falta de efetivo, tanto civil como militar, como justificar esse quadro?
Agora o delegado geral diz que apoia uma chapa no Sinclapol. Seria bem melhor que a hierarquia não se metesse nisso, com o que repete o estilo Requião. Um, dirigente sindical não poderia ter cargo de confiança, pois já é protegido pela imunidade corporativa para ser livre e independente.

Digestão

Olha, pelo que estou vendo, esse contrato de gestão é pura indigestão ainda que possa também gerar congestão.

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