LUIZ GERALDO MAZZA
Uma greve política
Ficou visível a impureza da greve dos coletivos com a repetição de cenários já conhecidos como as tais assembleias da Praça Rui Barbosa; se de um lado o prefeito Luciano Ducci imitará Beto Richa congelando as tarifas para não se desgastar, de outro forçaram a barra pela parede para efeitos eleitorais.
Como se não bastasse, vigilantes, que não tiveram como deslocar-se, deixaram de ir ao trabalho, o que provocou fechamento de agências bancárias, algo meio estranho no processo no sentido de sua politização.
Da mesma forma que o prefeito não dá bola para censura da Justiça Eleitoral no caso do telemarketing, em que o próprio Ducci dá uma de duce e faz a sua propaganda; também os grevistas não atenderam uma ordem da Justiça Comum, obtida pela Urbs, para que retornassem ao trabalho. Como se vê ninguém teme a Themis, imóvel e cega.
Tarifas
Com o reajuste de 10,5%, que foi colocado na mesa de negociação na instauração do dissídio coletivo, a tarifa chegaria a R$ 2,85, mais ou menos o valor vigente em Joinville e no Rio. Logo, a tarifa será subsidiada como foi durante cinco anos com Beto Richa para salvar duas eleições, essa a terceira.
Affonso
Quem retornou às lides sindicais foi Affonso Mazur, que já dirigiu sindicatos paralelos e agora integra a diretoria do Sindimoc. Foi candidato pelo PT a vereador, mas não emplacou. Todavia de ação sindical entende.
Caiu
Pelos fortes indícios de inconstitucionalidade, caiu o tarifaço do Detran por obra e arte do desembargador Antonio Marteloso. Mais outra martelada nas verbas da Segurança.
Folclore
Nos anos 50, os empresários do transporte coletivo fizeram um locaute e esconderam a frota em São José dos Pinhais. Lupion, querendo ajudar o cartel, e especialmente Erondi Silvério, baixou um decreto passando o controle do sistema ao DER. ''O Estado do Paraná'' deu em manchete ''Lupion ficou louco''. A Justiça derrubou o decreto e o prefeito Iberê de Mattos, graças ao procurador Edgar Távora, localizou a frota enrustida no mato. Antes dessa houve outra que Ney Braga enfrentou com carros do Exército para transportar o povo. Os dois eram milicos. Mais do que isso se faziam respeitar.
Bem mais complicado do que a de ontem.
Não refresca
A afirmação do secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, que o governo teria ultrapassado o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, gastando 62% do orçamento com pessoal, não será fator dissuasório para policiais civis e militares e professores, sem falar nos demais. O pior é que ninguém acredita
no governo, mesmo quando aparenta dizer a verdade.
Compra casada
O governo estaria montando um modelo de exploração rodoviária em que as empreiteiras obrigar-se-iam a fazer sociedade com fornecedoras de asfalto. Críticos prevem maus resultados para as construtoras.





