Mais investigação
O poder de um Derosso lembra muito o de Aníbal Curi, embora este em âmbito maior. Comprova o caráter acomodado da sociedade e a sua apatia política a a inexistência de ação investigatória independente, fora do poder que a tudo subordina.
Ética
A Comissão de Ética da Câmara de Curitiba arquivou o caso da revista fantasma ''Câmara em Ação'' e a do afastamento de Derosso. Foi fiel ao seu presidente e isso não deixa de ser ético num certo sentido, o de sempre.
Seletivo
A indignação da vereadora Renata Bueno é seletiva: entra com ação popular pela cassação de Derosso, bloqueio de bens e devolução de grana. Já nada tem contra a Consilux-Urbs-Diretran, área do seu PPS, o limpinho, sabonético.
O poliduto
Quando se analisa o absurdo dos terminais de fertilizantes e o de álcool no porto, percebe-se como o delírio marcava os feitos de Requião. especialmente dos inconclusos (ferrovia Guarapuava, por exemplo): falava de um poliduto que viria de Maringá até o Litoral e mandaria os produtos de lá. O mesmo se deu com o Hospital de Reabilitação até hoje de assistência ambulatorial e que seria o maior do mundo, superior ao Sara Kubitschek, de Brasília.
CPI
A propósito, quem fala na CPI dos Portos hoje é Daniel Lúcio, sucessor imediato de Eduardo Requião, também flagrado em irregularidades.
Folclore
Carlos Lacerda está na tribuna da Câmara Federal falando sobre o clima policial do getulismo. Um da oposição quer fazer o irônico num aparte: ''Vossa Excelência parace Sherlock Holms''. Lacerda, sem se perturbar, tasca: ''Elementar, meu caro Watson!''.
Salvação
Confiar no Judiciário quando o governo é muito forte: deu certo, ao menos até aqui, no caso Derosso, e pode emplacar na ação da oposição contra o tarifaço do Detran. Reconheça-se que o caso não está suficientemente politizado.
Sedutor
Quem é o político que tem namorada firme em Foz do Iguaçu e dá na vista?
Quinzinho
João Claudio Derosso levou 15 anos no poder e também a Urbs-Diretran ficou o mesmo tempo surrupiando o poder de polícia. Luciano Ducci agora quer nos tapiar botando celetistas para controlar o trânsito. E ainda tenta fazer disso um ato sentimental em defesa dos servidores da Diretran. Se isso se der, a decisão do Judiciário estará sendo boicotada: servidor demissível não tem fé pública em termos institucionais.
Mensalão
Insinua-se a existência na Câmara de Curitiba de um mensalão. Não há provas, mas é o que o povo fala por aí.

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