LUIZ GERALDO MAZZA
Bicicleta com 4 rodas
A rigor, em termos de circulação, o que é um automóvel senão uma bicicleta de quatro rodas? Basta olhar o trânsito e veremos que 97%, isso se não forem mais, dos automóveis levam apenas o condutor. Então numa visão solidária do sistema veríamos que não há razão para a discriminação à bicicleta que em Curitiba querem olhá-la pela perspectiva do lazer como se percebe no sistema de ciclovias do Lerner que conduzem de um parque a outro e, portanto, fora da perspectiva de utilizá-la como meio de transporte da casa ao trabalho.
Aliás afora o pedestre, o maior discriminado e isso está visível no padrão das calçadas, temos outros agentes ainda e numerosos como os carrinheiros, os motoqueiros, as carroças (um estágio de ascensão social dos catadores), isso sem falar no esqueitistas. Das calçadas ainda há outro absurdo na ocupação de sua extensão como continuidade de sorveterias, bistrôs, petiscarias deixando um espaço mínimo ao pedestre. É charmoso, na pretensão de imitar a França, mas sem cautelas com as medidas.
Uma cidade que jamais fez pesquisa de origem-destino das pessoas pode botar banca de modelar. Incrível que na base do empirismo e das vias históricas se tenha montado um razoável modelo de transporte de massa que dispensava o ingresso do trambolho do metrô, ainda mais capenga, pela metade.
Melodrama
Vereadora de Curitiba Renata Bueno, a aristocrata, disse que os vereadores ficam na Câmara porque as suas respectivas esposas não os suportam em casa. Aí o Algaci Túlio se achando atingido (e com razão porque ela foi genérica e chamou-os de gentalha) e sugere manifestação das caras metade. Pode até fazer isso, mas o aconselhável seria o enquadramento ético para não empinar o nariz.
O pior nisso tudo é que se desvia do assunto principal, o caso Derosso.
Pressão
Lojistas, comerciantes, pessoal dos hotéis e restaurantes se manifestaram abertamente a favor do aumento expressivo da frota de táxis.
Estatística
O Paraná tem 83% de suas estradas sem pavimento e isso para uma frota hoje de 5,3 milhões de veículos. Não é fácil, como se vê, conciliar interesses.
Folclore
Um dos grandes criadores de caso no legislativo estadual foi Gabriel Manoel do norte pioneiro. A um deputado que estreava na tribuna elogiando o governo, aparteou: ''Vossa Excelência não gabe a égua antes de subir o morro!''. Numa discussão sobre mando político, currais eleitorais, tascou: ''na sombra do meu cavalo vagabundo nenhum faz pic-nic''. Numa sessão Requião o provocou e ficou alvo como um fantasma ao receber um tapa de vento do criticado de raspão.
Cautela
Beto Richa não confirmou o que alguns jornais pulicaram no sentido de que a Klabin faria investimento superior a R$ 5 bi no Paraná. Talvez decorra da cautela porque o plano da norueguesa Subsea em Pontal do Paraná de R$ 1 bi foi transferido para o Espírito Santo.





