LUIZ GERALDO MAZZA
Malta das multas
Estamos com a malta das multas inteiramente desmistificada: depois de anos de opressão e tirania assistimos agora a dupla Urbs-Diretran manietada. Até o presidente do Tribunal de Justiça, Miguel Kfouri Neto, disse, alto e bom som, que todas as multas de trânsito depois do dia 20 são ilegais. Ocorre que o distinto público não se satisfaz com isso e muitos estão entendendo que mesmo as aplicadas anteriormente são anuláveis ou nulas. Há ainda aquelas 140 mil feitas pelo Diário Oficial (130 exemplares a tiragem total) que também cairão como fruta podre, conforme decisão recentge.
O pior é o desencontro do prefeito Luciano Ducci e da procuradora que falam em coisas incabíveis como contratos de gestão: servidores da Diretran para serem renomeados precisarão ser demitidos e submetidos a concurso público, uma obra de dispersão, imaturidade e tão irresponsável quanto aquele ato de
rescisão contratual da Consilux.
E o prefeito, com toda essa obra de arte, pretende reeleger-se.
Assembleia
É extremamente precipitado achar que Valdir Rossoni fará o saneamento do Legislativo, embora o andamento das medidas mereça aplausos gerais, já que nada garante o encadeamento racional das anomalias e a sua aceitação pacífica pela justiça. Por exemplo: os dirigentes da Casa, Nelson Justus e Alexandre Curi, tiveram por algum tempo a indisponibilidade dos bens, posteriormente levantada judicialmente: agora o espólio da viúva do hierarca falecido Luis Carlos Molinari foi declarado indisponível. Bibinho também está nessa.
Em função das medidas que tomou, Rossoni se transformou em personagem de primeira linha da política paranaense, mas nada garante que sua missão chegará a bom termo, o que pode gerar uma reversão e com resultados pífios.
Incidentes como o da loucura temporária do Bibinho dão bem a ideia do que virá pela frente.
Requianismo
Beto Richa como Requião quer ter apoio de sindicatos e associações e elegeu a sua turma na Associação e Sindicato de delegados de polícia.
Externo
A ordem judicial para refazer em sessão aberta na CPI a audiência do pessoal das licitações é prova de que há meios de furar o bloqueio dos vereadores.
Terreno perdido
Copel vai imitar, em escala menor, Cemig em agredir o mercado, o que está visível nas licitações de que participa. Intensifica essa disposição.
Folclore
Notória a falta de quadros. Por sinal que não se deve confundir quadros humanos com quadrúmanos.
Cachorro grande
Depois do consórcio do lixo vem a briga de cachorro grande (empresários de porte) por um novo cartório: o da inspeção veicular. Foice em quarto escuro.
Redundância
Não é redundante fazer licitação de metrô perto de eleições?





