LUIZ GERALDO MAZZA
Muitas opções
Todos acham que a eleição de prefeito da Capital será plebiscitária entre Fruet e Luciano Ducci, mas que não evitará a concorrência no primeiro turno de lideranças fortes como as de Ratinho Júnior, PSC, Rubens Bueno, PPS (ou a filha Renata), Ney Leprevost, PSD, Rafael Greca, PMDB, sem falar na do PT e outras de partidos nanicos.
Jamais teremos polarização como a havida em 1985, em que Requião venceu Lerner por menos de 20 mil votos e Paulo Pimentel, que já foi governador e deputado federal dos mais votados, acabou com sufrágios de vereador, não conseguindo impor a ideia de alternativa, embora seu vice fosse o ex-prefeito e ex-ministro Ivo Arzua.
Nomes fortes como os listados ganham com a exposição na mídia para o pleito de 2014 (deputados federais, estaduais) e podem argumentar que se lançam com o objetivo de montar uma bancada razoável de vereadores. Todavia na cabeça do público está a condicionante do plebiscito. O PT não tem candidatos fortes entre pelo menos os que se habilitaram como Rosinha e Tadeu Veneri. Se houver arregimentação como as anteriores, Ângelo Vanhoni, pode surpreender.
Modelo em xeque
A única forma de fazer oposição consistente será a de contestar o modelo, jamais pela via simplista da dicotomia ''centro'' versus ''bairro'' ou de colocar as vilas como prioridade para discurso social e ideológico. De outro lado o discurso oposicionista não pode ser contido e respeitoso, como quem se rende à ''lavagem cerebral'' do lernismo sintetizada na alegação de que quem critica a cidade não a ama, chantagem que tem funcionado.
Ao pleitear que o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano, Ippuc, volte a exercer o papel de coordenação e mais do que isso da axiologia, dos valores que devem reger a vida em sociedade e mútua cooperação, Gustavo Fruet levanta uma questão grave: a perda daqueles referenciais e da instituição que mais se empenhou na busca dos objetivos muitos deles alcançados.
O problema é que normalmente a cidade não é discutida e o debate fica entre os signos da publicidade superficial, porém de efeitos inegáveis.
As multas
Inevitável que daqui para a frente todas as eventuais deficiências sejam
politizadas como a das multas no trânsito que ganharam fulgor com a decisão do TJ fulminando como ilegal o papel exercido pela Urbs ao usurpar inclusive o poder de polícia que sabidamente é indelegável. Denúncias como as feitas por demitidos da Urbs-Diretran à televisão relatando proteção para retirar sanções de amigos e que reproduzem outras já feitas quando da reportagem sobre esse procedimento na Consilux, operadora dos radares, no ''Fantástico''. Há ainda a certeza de denúncias sobre grupos privilegiados que gravitam em torno do poder na questão do transporte coletivo, aluguel de carros, coleta e destino do lixo, enfim empreiteiras e prestadores de serviço de longa data.
Quando diz que Luciano Ducci e Derosso são as faces da mesma moeda, Fruet indica essa hipótese de abordagem, tal a ligação visceral entre os dois.





