Zero no social

A reportagem documental que esta FOLHA publicou domingo sobre a crise na educação é mais uma prova eloquente da ''herança maldita'' que o governo não soube, ou não quis, denunciar: a rede de centros de educação infantil (67) e de pequenas escolas particulares de Londrina (327) vive drama terrível com perda de quadros, atraso em salários, professores desempenhando funções de zeladores. Isso tudo está sintetizado na revelação do Sindicato segundo a qual em 36% das rescisões de contrato em 2008 foram pedidos de demissão que em 2010 passaram a 45%.

Como a educação formal no estado não é lá um bom exemplo, apesar dos esforços do atual secretário na mobilização de recursos, temos que as funções típicas e clássicas de Estado como educação, saúde e segurança vivem em crise endêmica e são precários os sinais de reversão desse processo. Zero no social.

Aliás o ''social'' é sempre a justificativa de suposta intenção, seja no chavão da ''justiça social'' seja naquele teaser do José Sarney, presidente, do ''tudo pelo social''. Tudo que foi muito pouco, quase nada.

Porto

Vazou de um encontro do Conselho da Autoridade Portuária, que é colegiado, a notícia de que o governo transferiria tarefas já assumidas na dragagem e que isso transferiria as soluções para 2013. Claro que o governo negou, mas não pareceu convincente nas explicações.

Será intolerável se isso acontecer na medida em que não pode o governo estar atraindo investidores com vantagens fiscais e outros estímulos quando se amarra um fator básico de infraestrutura para o conjunto da economia.

Arrastão

Empolgado com suas ações na Assembleia e pretendendo disputar o Senado pelo PSDB em 2016 (renovação de um terço, uma cadeira), Valdir Rossoni está atuando em áreas do PMDB (o caso de Bete Pavin já referido em Colombo) para fortalecer as bases tucanas de sua campanha. A mudança de domicílio eleitoral foi o deflagrador de tudo, mas essa conquista de espaços afeta interesses de outros.

Folclore

É claro que dentro em pouco teremos as notícias dos ganhos com a viagem da comitiva paranaense à Europa, mas os céticos como o blogueiro Guilhobel Aurélio Camargo afirmam que na Polônia iriam conseguir o ''know how'' ou melhor o ''savoir faire'' do molho do pirog. Isso aborreceria o Tadeu que é tido como o craque da especialidade em Curitiba.

Desastres

Governo estadual vai fazer convênio com o setor de desastres naturais da Universidade Federal. As últimas ocorrências nas enchentes e deslizamentos recomendam esse tipo de cuidado. Urge também melhorar a logística dos grupos descentralizados da Defesa Civil.

Urbs

O Judiciário em princípio não aprovou a desistência de ação dos cartel do transporte coletivo contra Urbs quando firmaram um acordo. Foi uma chance de
chegar na caixa preta, sempre referida e nunca aberta. Dizem que é pior do que a bolsa de Pandora. O sindicato trocou a dívida pelo valor da outorga.

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