Sacanagem virtuosa?

É possível no mundo contraditório em que vivemos a existência de uma forma de sacanagem virtuosa? Não se trata obviamente do retorno ao tema do Kama-Sutra e das acrobacias possíveis na busca refinada do prazer. Trata-se da sacanagem política tal qual aprontaram para a mulher do João Claudio Derosso, Claudia Queiroz: botaram na internet um dos seus conselhos em que mostra como conhecer alguém pode abrir caminho para um bom emprego que se faz em casa sem obrigação de bater cartão.
Obviamente a sua fala, aliás pertinente e didática, lançada em outro contexto ganha interpretação maliciosa e de forte contundência no meio da campanha pela destituição do presidente da Câmara Municipal de Curitiba. Pelo menos há ganho em espiritualidade. Há muito tempo não temos nada de parecido.
Ou o governo, com seu poder, apesar da derrota na Fiep, blinda o seu parceiro ou o lança às feras de uma forma surpreendente. No muro não dá para ficar.
Ademais há um fator que pode desequilibrar tudo: uma reação, ao seu estilo, do próprio Derosso aborrecido com a falta de solidariedade. E ele sabe muito.
E de tudo até pelo tempo de serviço e de cooperação.


Desagregador

Nelson Jobim, ministro da Defesa, está a testar a paciência da presidente Dilma: além das provocações habituais como aquela de que votou em Serra ataca ministras como Ideli Salvatti a quem chama de ''fraquinha'' (Sarney quis ajeitar e disse que ela é até meio gordinha) e que Gleisi Hoffmann não conhece Brasília. Sentindo-se energizado pelo seu desempenho na Roda Viva aumentou a carga, jogando, é claro, com a força do seu partido e do vice, mestre em ganhos em espaços na base do fisiologismo.


Fogo

Princípio de fogo no Fórum Cível: o pardieiro é vulnerável a isso e a água, tanto que já foi interditado com a inundação do poço do elevador. Basta lembrar o apelido do prédio ''Máscara Negra'' e ''Iddi Amin''.


Mestres

Professores em assembleia é sinal de indicativo de greve. Há a cobrança da equiparação prometida pelo governo com o pessoal de nível superior. É claro que hoje há um intermediário oficial com maior identificação com a classe no secretário e vice-governador Flávio Arns. Por sinal que dentro em pouco ele assume o Executivo com a viagem de Beto Richa. Uma das queixas é a de que o governo em decreto de 16 de junho (1.783) aumentou a gratificação do seu staff.


Folclore

A turma de Requião estaria preparando terror na ida do ministro Paulo Bernardo à Câmara Federal. Só que vai meio sem jeito porque o senador andou pedindo arreglo em processo judicial e o ministro rejeitou porque deseja condená-lo por satisfação moral, nada mais.

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