Paraná reacionário?



Um dos clicês da sociologia de bolso é afirmar que o Paraná é conservador e de direita, o que se comprovaria nos resultados eleitorais, mormente com a baixa votação de Lula e Dilma. Talvez seja mesmo em função das acomodações da sociedade rural que se urbaniza. Mas a história repele o conceito: o MST, por exemplo - que pessoalmente não acho progressista e sim utópico regressivo - nasceu aqui tal qual as ligas camponesas como o demonstra o livro de Marcelo Hayakawa sobre a rebelião de Porecatu (1944/1951). E antes disso, mais remotamente, a saga do médico francês Jean Maurice Faivre com a Colônia Teresa Cristina no Rio Ivaí (experiência dos falanstérios, supostamente centrada no socialismo utópico de Charles Fourier) e a do genial Giovanni Rossi da Colônia Cecília de anarquistas da Palmeira.

De utopias estamos bem servidos desde a República Teocrática Guarani na definição do território e passamos pela guerrilha de Gumercindo Saraiva na guerra civil federalista e ainda pela beligerância do Contestado e nos anos 50 do século passado vivemos a rebelião dos posseiros no oeste-sudoeste. Juntas governativas ocuparam cidades e substituíram os poderes formais. Sabe lá o que é isso e em alguns casos tocados por gente do Ministério Público?

Óbvio

Levantamento da Polícia Rodoviária mostra que o maior número de acidentes nas rodovias se dá na interseção dos polos urbanos. Um deles, fortíssimo, é o da atual Linha Verde que estaria no itinerário da BR-476.

Conflito

Por falar em 476 foi Requião que autorizou o funcionamento do pedágio entre Araucária e Lapa sem licitação. Lerner absolvido (beneficiário de prescrição como Taniguchi) quer processar Requião, uma espécie de Geni judicial.

Metrô

O metrô de fato em Curitiba é uma casa noturna, boate de strip tease. Perto dali tivemos dois baleados na Cruz Machado, ontem de manhã, um morreu.

Móveis

Segundo o Doutor Rosinha os móveis do escritório de propaganda da mulher do vereador Derosso teriam sido comprados com grana pública.

Folclore

Não dá para comparar o padrão de vereadores que havia no tempo em que eram pagos à base do jeton: aqui em Curitiba Roberto Barrozo, Ernani Santiago de Oliveira, Joaquim de Almeida Peixoto, Milto Anselmo da Silva e Londrina com Edgar Távora e Amauri de Oliveira e Silva. Lembrar é de chorar.

Slogans

Não se enfrenta uma pandemia como a da violência com slogans e teasers. No disparo outro da Secretaria de Segurança: Paraná Seguro. Polícia ostensiva na rua, redução do deficit de efetivo civil e militar, equipamento. Medidas de traço psicológico serão como o totem de Lerner e as bravatas de Requião como o tal do Povo, Polícia Volante e comunitária que nunca funcionou.

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