A derradeira chance
Talvez com os casos intrincados do vereador João Cláudio Derosso e dos aposentados da Assembleia tenhamos, afinal, uma chance de rompermos com o silêncio e a mediocridade. É que os interesses envolvidos são tão abrangentes e as dificuldades de uma solução escapista, ao nosso estilo, também criam uma espécie de tribunal das nossas instituições. Haverá muita arte e acrobacia em cena. Só não há espaço mais para os panos quentes, esse o lado bom.

Mesmice
No Atlético, o Doático Santos tentando derrubar o presidente e na política dando cobertura aos de sempre desta vez com suspeita de apoio ao Ducci. Afinal, quem apoia o Duce por que não fazê-lo com o Ducci? Outra repetitiva na praça: o Edson Feltrin, em nome de associações de moradores, pedindo na Boca Maldita o impeachment do Derosso. Só falta um ônibus entalar na Ponte Preta.

Bndes
Empresários do ramo de transportes de passageiros preocupados com sinalização do Bndes em favor do tal híbrido da Volvo: a categoria se desloca ao Rio e à Brasília com temor de privilégio. A Volvo tentou empréstimo para a fábrica do novo modelo, mas não assumiu a contrapartida de deixar em depósito bancário o correspondente ao investimento.

Metrô
Como a presidente Dilma Rousseff admitiu como possível o investimento no metrô de Curitiba (PAC 2) voltaram a falar no assunto: Rafael Greca mostrou-se adverso à ideia por seu alto custo e discutível benefício. Já os modernosos, como o fazem desde os anos setenta, século passado, defendem. O discurso mais radical contra o metrô é de Lerner, introdutor do BRT.

Paranoia
Bastou haver a autorização pelo IAP para corte da Mata Atlântica que permitiu a passagem do reator da Petrobras na BR-277 e já surgiram as notícias de que o terreno agredido, em função das chuvas, estaria cedendo. Não há informe oficial sobre o assunto. Parece que voltamos aos tempos do regime militar.

Folclore
Moacir Mitsiamu, repórter e médico, tinha uma forma estranha de memorizar: quando o encaminharam a uma cobertura na Rua Carneiro Lobo ele lembrava rua ''bicho bom, bicho mau''. Moacir era apelidado de ''Nankin na Cara'' porque ostentava mancha preta no rosto. Quando posava para a fotografia ele o fazia de modo a ocultar a mancha só que no laboratório faziam o retoque nas fotos só para irritá-lo e lá estava a pinta de novo.

Porecatu
O jornalista Marcelo Oikawa terá seu livro ''Porecatu: a guerrilha que os comunistas esqueceram'' lançado no dia 26, às 19 horas, na Livraria Ghignone. Trata da rebelião camponesa dos anos de 1944 a 1951 naquela região. Duas associações (as primeiras do Brasil) - a de Porecatu com 270 famílias e a de Guaraci com 268 famílias e no final do conflito já tinham o nome de Ligas Camponeses. Lembro das inscrições nos muros de Curitiba: ''Solidariedade aos camponeses do norte''.

mockup