Candidato tipo Lerner

Pode-se dizer tudo do Lerner menos que ele não seja amado pela cidade e é nessa identificação que há toda a força do grupo que permanece no poder, hoje do Paraná e de Curitiba. Ocorre que o candidato mais querido, mais simétrico à cidade, é de outra falange, Gustavo Fruet. E isso ficou claramente manifesto na eleição senatorial quando saiu disparado à frente para o Senado na Capital.
Há a mesma carga afetiva, que favoreceu Lerner, ora deslocada para outro campo, a operar justamente num aspirante até aqui sem partido. Leva no entanto as vantagens de ser mais político do que técnico, do modelo Lerner.
Esse sentimento se percebe a qualquer momento em todos os espaços sociais e é muito forte para ser derrubado por artimanhas políticas. Daí a certeza de que o aparato publicitário vai funcionar a todo vapor e o pessoal do marketing oficial acha que também vence essa com aquela soberba de sempre.
É a primeira vez que um candidato tipo Lerner sai pela oposição.

Vice

O vice de Luciano Ducci continua sendo (é a cogitação pelo menos) o Derosso que no momento está na prefeitura e com um processo cabeludo no TC e uma investigação iniciada na Promotoria do Patrimônio Público.

Linha Verde

O deputado federal Fernando Giacobo argumenta que o pessoal de Curitiba está por fora na questão dos R$ 35 milhões: é que no convênio em que a ex 116, hoje 476, passou ao município ficou estabelecido que não haveria recursos federais na obra. A bronca veio pelo fato de ele ter pego a grana e partilhado entre vários municípios e não havê-la aplicado na Linha Verde pela razão alegada.
Por sinal que quando estiver concluída essa obra, o maior investimento urbano de Curitiba, se mostrará deficiente pela impossibilidade de transposição em boa parte do percurso à falta de viadutos e passagens subterrâneas.

Desculpa

Um absurdo foi alegado pelo João Claudio Derosso contra o pessoal que fez as reportagens sobre o escândalo da publicidade de R$ 30 milhões: entendeu que o jornal denunciante estava com inveja porque o edital saiu em outro bem menor. O anúncio saiu no Diário Popular que nem existe mais.

Folclore

O Apucarana meteu no Couto Pereira 3 a 0 no Coritiba e o Valmor Giavarina, ex prefeito e deputado da cidade, achando que a Boca Maldita era uma vitrine, foi lá e apareceu, pra tirar sarro, uniformizado como jogador e com uma gaiola com um passarinho, mas lembrava o autor dos trâs gols, Passarinho que iria depois brilhar no próprio coxa.

Claustrofobia

O jornalista Fábio Buchmannm, da CBN, foi fazer reportagem na sede municipal do PT e ficou preso no elevador com uma senhora. Entrevistou-a sobre o apuro. Nenhum dos dois sofria de claustrofobia.

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