LUIZ GERALDO MAZZA
Haja extremismo
Deu para perceber que a aliança situacionista não brinca em serviço: Luciano Ducci, o prefeito, entrega ônibus novos à cidade e há a convocação imediata dos democratas com a designação de Alceni Guerra para o Escritório Político do Paraná em Brasília e de Osmar Bertoldi para a Cohab Curitiba. O mesmo time que ganha eleições em grupo.
Tudo isso é sequela direta da saída do Gustavo Fruet do PSDB: para dissimular que não há pânico numa primeira etapa darão o fato como insignificante, mas não se afasta a possibilidade de satanizar o líder das pesquisas de Curitiba.
Obviamente teremos uma eleição plebiscitária, já que outros candidatos não têm expressão eleitoral para mexer no cenário, inclusive Rafael Greca, cuja deserção do grupo original do lernismo para o PMDB explica seus fracassos seguidos até para deputado estadual.
Recuperar o tempo perdido e a velocidade com que os governos municipal e estadual geram fatos políticos com obras e articulações partidárias vai ser a obsessão de Fruet que aposta apenas na identificação que tem com Curitiba e seu povo, demonstrada ainda na recente eleição senatorial.
Contradições
Os petistas armam um escândalo em torno das reprografias e quando esgotam as possibilidades de emplacar ao menos um pedido de informações vão ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas, saída aliás corretíssima. Só que ontem se soube uma incrível: a H Print, a empresa pichada, presta serviços ao governo federal e cobra muito mais caro do que aqui: R$ 0,20 por folha no Ministério da Justiça e de R$ 0,17 no governo distrital de Brasília. Saber como agem os companheiros é sempre uma necessidade prévia.
Um problema
O casal ministerial, Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann, é entusiasta da candidatura de Gustavo Fruet e é claro que a saída do PSDB foi precedida de sondagens e amarras. Uma vitória de Fruet pelo PDT facilitaria a disputa do governo por Gleisi. Única dificuldade a contornar seria a posição de Fruet no caso do mensalão por exemplo, mas hoje nenhum petista, que seja efetivamente ideológico, assimila aquela manobra sórdida e recentemente renovada em denúncia do Ministério Público Federal, mesmo quando justificada em Caixa 2.
10 na frente
A técnica de subestimar Fruet está em pleno uso: alguns se referem à pesquisa que dá o ex-tucano com 10 pontos na frente de Luciano Ducci e acham que é fácil reverter o quadro. E os que dizem isso garantem sua posição de áulicos.
Com a saída do PSDB, Gustavo Fruet se firma como candidato e não como mera
cogitação. Outro fator pró-Ducci é a lavagem cerebral que tem decidido todas as eleições na Capital.





