Antilernismo na aliança
O ex-governador e ex-prefeito de Curitiba, Jaime Lerner, está bronqueado com manifestações da administração municipal contra seus referenciais como petit pavé e bares com mesas nas calçadas. A vítima derradeira é o bar Paraguassu no Juvevê, bem perto, aliás, da sua casa. Os burocratas querem mexer nas características do estabelecimento. Inconformado, Lerner valeu-se do espaço de sua crônica na última revista Ideias e mostrou até impaciência ante o que ele chama de minoria ressentida e mal humorada. ''Quem será'' pergunta- ''o assessor de sacanagem que assopra à burocracia afoita essa ação belicosa?''
Ele conclui que deve se tratar da mesma mente que ajudou a fechar a Pedreira Paulo Leminski e o Beto Batata.
Vamos aos fatos: petit pavé é bom, mas exige manutenção sistêmica e até cursos com calceteiros portugueses como fez o prefeito do Rio.
Também mesinhas em calçadas fazem um decor parisiense aceitável desde que não ocupem espaço demais e impeçam a passagem do pedestre. No Batel temos vários desses absurdos.
Um curto circuito ou um suspiro na aliança que não perde eleição é que deve tudo a Lerner que a inaugurou e deslanchou. Dos referenciais lerneristas há um, bastante discutível por seus efeitos, que é cultuado: a Rua 24 Horas.


O berro
Se Lerner deu um cutucão no time do seu correligionário, Luciano Ducci, ainda que o isente de responsabilidade direta nos episódios, Roberto Requião foi mais longe e fez pesada crítica à derrubada da liminar que favorecia seu irmão Maurício na vaga de conselheiro no Tribunal de Contas. Usou a tribuna do Senado com a mesma desenvoltura que adotava na ''sua'' escolinha e estranhou o rapidez da decisão do presidente do TJ que deveria ir ao Livro dos Recordes.
Queixou-se ao mesmo tempo da rapidez e da demora das decisões judiciais. Na verdade se a justiça fosse rápida ele teria sido cassado no primeiro governo em função do ''Ferreirinha'' e quem sabe não faria a carreira vitoriosa de três gestões e cuja herança vai arder por muitas décadas.


Chuva
A chuva intensa no Paraná, mormente no sudoeste, levou ao cancelamento da vinda da presidente Dilma Rousseff. Houve quem entendesse que além da chuva um outro fator teria pesado: o encontro de grevistas da Universidade Federal. Assim ficamos sem ter a presidente entre nós e os grevistas vão ter que acertar um jeito de abordá-la, se conseguirem audiência, em Brasília.


STF e CNJ
Requião não deixou por menos: pediu que o seu pronunciamento sobre a justiça no Paraná chegasse ao Supremo Tribunal Federal e ao Conselho Nacional de Justiça. A última vez que como senador fez pedido igual à Receita Federal e ao Ministério Público Federal rendeu um processo que alcança os correligionários Nereu Moura e Luiz Cláudio Romanelli, hoje convertido em novo richista, pois novo rico já é há bastante tempo.

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