Mídia leniente

O enquadramento do prefeito de Londrina, Barbosa Neto, e de sua esposa pelo Ministério Público no desdobramento da operação Antissepsia, em julgamento pelo Tribunal de Justiça, restabelece a discussão em torno da maior condição do segundo polo urbano do Paraná para essas investidas. Além de haver maior número de mediadores (concentração da sociedade cartorial) e de agentes da classe política e funcional, também os meios de comunicação social da Capital somente agora fazem jornalismo investigativo e com maior frequência. Um claro exemplo disso foi a condenação do prefeito Cassio Taniguchi pelo STF em dois processos, ambos fixando seis meses de prisão, embora safando o administrador por prescrição, e cujo andamento teve escassa repercussão na mídia.
Há uma espécie de leniência e também de passividade, pois não é por escassez de material que os políticos da Capital se safam. Haja vista para o caso da Urbs-Diretran, mormente depois que o ''Fantástico'' mostrou o chuncho da empresa Consilux que admitiu coisas suficientes pela gravidade para processar todo o mundo e chegar à mais alta hierarquia do município. O tema comporta estudos mais severos porque enquanto os grandes centros não dão imunidade aos seus políticos os de Curitiba são beneficiários da omissão e benevolência.

Mordomia

A austeridade é repulsiva para os políticos da terra. No saneamento do Poder Legislativo não há essa preocupação: a da frugalidade. Tanto que as economias de repente acabam dispersadas em gastos com avião ou em medidas menores como a de conceder um frigobar a cada parlamentar (êta rima rica!). O repórter Leonardo Bessa perguntou algo a respeito ao presidente Rossoni e esse no sutil estilo de um ''tory'' do parlamento inglês retrucou ''você de repente vai querer saber a cor de minha cueca''. A cor é um mistério, mas deve ser de seda chinesa do tempo das dinastias.

Cuidados

O Legislativo deveria evitar a saturação da rede elétrica que teria sido a causa do incêndio lá ocorrido. Também o Judiciário por descuido de um juiz que montou uma ''fábrica de gelo'' no seu gabinete teve prejuízos com o estouro da geringonça e que atingiu três andares, afetou a biblioteca e um piano.

Capa

Lula e dona Marisa na capa da ''Caras''. Um tom inevitável de festa junina.

Folclore

Água subterrânea é mais do que uma dádiva. Ibiporã saca a sua do aquífero que também garantiu ao Mabu Hotel em Foz do Iguaçu uma estância termal. Londrina quase embarcou nessa lá pelos anos setenta, mas a opção se manteve pela captação no rio Tibagi. E no Legislativo Aníbal Curi mandou fazer uma prospecção de poço e acabou chegando num veio de água mineral, afinal um referencial lírico para mim: depois das peladas no campo do Paraná, que ficava onde está a prefeitura, tomávamos banho nús na linfa cristalina que acabou se deslocando da mata do Quirino com a terraplenagem do Centro Cívico .

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