Cinco a um

Não foi só o coxa que goleou o Vasco da Gama por cinco a um. Também o governo Beto Richa goleou, por diferença semelhante, o seu antecessor Roberto Requião em ganhos por manter a conta dos servidores da ativa no Banco do Brasil: recebe o Paraná R$ 500 milhões na melhor das transações do gênero no Brasil. E prepara-se agora para estruturar um fundo destinado a gerir tais recursos.

Fará o mesmo com a Caixa Econômica Federal que opera com a folha de aposentados e também de pensionistas, igualmente por uma retribuição insignificante.

Está aí um caminho para o governo sair da inegável inércia em que se encontra há quase meio ano: usar a analogia, a comparação em todos os campos entre as duas gestões, mas sem medo de estatísticas, como acontecia com as de segurança no governo passado, em que informes numéricos do Ministério da Justiça eram contestados sob a alegação de que a metodologia local era mais precisa. Além dessa há ainda a expectativa de investimentos como os já anunciados de Fazenda Rio Grande e Campo Largo. Aí a goleada será provavelmente ainda maior.

Outro caso flagrante é o da papeleira Norsk, que pediu apoio no governo olit:
anterior e não foi atendida e estava prestes a encerrar as suas atividades no Paraná. Agora acaba de emitir mensagem a seus acionistas que fica em função dos entendimentos com o governo atual.

PSD, balanço

Depois da passagem de Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, por Curitiba deu para perceber que o proselitismo conquistado não é desprezível, mas também não chega a ser o que alguns dos novos membros do partido esperavam. PP, Dem e PTB foram os que mais perderam quadros.

Tem todo o jeito de um partido de centro-direita, mas aqui o único bem é a esquerda, mesmo quando traduzida da forma a mais primária, e a direita o mal em sua extrema configuração. Nem a vitória em Portugal e o bom desempenho no Peru anima esse pessoal. Preferem dissimular para inclusive fechar com qualquer tipo de aliança.

'Pega' continua

O deputado Stephanes Júnior revelou no comitê de imprensa que vai fundo na questão do uso das verbas compensatórias pelo seu colega Tadeu Veneri e que vê crime eleitoral na confecção dos calendários. Para quem sempre agiu com a imagem de austero militante a denúncia desgasta.

Mais desgaste

Quem se desgasta mais ainda, principalmente num momento como o do Palocci, é o dirigente de comunicação do PT, André Vargas, com a condenação por ter utilizado 31 vigilantes da Universidade de Maringá como se fossem doadores de sua campanha eleitoral. A condenação é no sentido de que pague indenização de R$ 4 mil para cada um deles, forma mitigada de sentenciar crime eleitoral.

Folclore

Maior parte dos novos candidatos ao Tribunal de Contas é do time de Requião e se prestam à jogada como medida protelatória. Dez deles não valem o Maurício, a opção maior, segundo correligionários do senador.

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