LUIZ GERALDO MAZZA
Posicionamento macrorregional
Está criada uma cultura nova no setentrião: a necessidade de aglutinar forças e estudos, uma doutrina enfim, para defender a região no processo econômico e que passa obviamente pelo político. Outra área geoeconômica que deve, o quanto antes, mobilizar-se é a do oeste-sudoeste. E como o tema anima instituições é indispensável que o governo mostre o que pensa de tudo isso e quais os meios de assegurar desenvolvimento com um mínimo de desníveis regionais.
Vias de fato
Tadeu Veneri e Stephanes Júnior, um pouco mais diplomáticos, tiraram suas e sujas diferenças na Band News, mas pelo jeito não evitam a ida do processo à Comissão de Ética, dada a gravidade do ''racha''. Amarelo para os dois, afinal o suficiente para enrubescê-los. Stephanes levou a denúncia ao MP.
Modismos
Inevitável o ciclo dos modismos na gestão pública: lá pelos anos 50, século passado, veio a onda das empresas de economia mista que vinham flexibilizar o setor público, esclerosado burocraticamente e suprir-lhe a inércia. Como elas eram submetidas aos mesmos rituais do setor público acabaram deformadas. Depois veio a onda do terceiro setor com Ongs e Oscips. No mundo civilizado quem lhes dá substância é a área privada, aqui dominantemente o governo. E aqui, como se vê nos episódios de Londrina, a corrupção é insumo básico.
Folclore
Goleada tira o juízo das pessoas: quando o Coxa meteu 6 a zero no Palmeiras a manchete do ''Lance!'' chamou o ganhador de Coritibarça. E agora o Londrina fez 5 a zero no Iguaçu e virou ''Tubarça''. Ninguém quer ser Barça Nova.
Desfruet
Nossos partidos são ditaduras, o Gustavo Fruet sabe muito bem. E se não tratar de pular fora, logo, do PSDB, ''dança''. Se não o fizer poderá se dizer que se trata de um ''desfrute''. É o que pensam os observadores: PDT ou PV já servem. Mas há uma ala do PMDB que também defende o seu retorno. Não tinha força com Requião e não a terá com Beto Richa, o primeiro por autoritarismo e proselitismo familiar, o segundo pelas razões constantes dos pactos negociais dos prestadores de serviços e empreiteiras, convergência antiga e vitoriosa.
Crise
Apesar da euforia persistente no marketing é cada vez mais nítida a sensação de que o modelo curitibano de gestão financeira foi pro saco. Reivindicação dos fiscais é reveladora de quebra de sintonia.





