LUIZ GERALDO MAZZA
Do lixo ao luxo
Fazenda Rio Grande estava ligadíssima na exploração do lixo pela Estre Ambiental que teria também absorvido a Cavo. Agora sai do lixo para o luxo com a notícia de que sediará uma fábrica de pneus da Sumitomo, o que se concretizar-se será um feito excepcional da gestão Beto Richa e que firmaria o fim do obscurantismo do seu antecessor e recolocaria o Paraná como polo de atração para investimentos.
Exagero
Se um cara com importância relativa à do gerente do FMI pulasse a cerca em nossa praça a matéria era bem capaz de não sair e o personagem ainda acabar homenageado. Já foi assim, hoje melhorou um pouco, mas não o suficiente.
Goebbels
Ação conjunta do município de Curitiba e governo estadual de fiscalização de bares com música fez lembrar a frase clássica de Goebbels: se falam em cultura, saco o revólver.
Redundância
Na Câmara Municipal da Capital numa discussão sobre mictórios públicos um empresário sugeriu uma parceria público-privada. Correto seria dizer público- privada-privada. Essa é de puxar a descarga.
Folclore
O ex-deputado federal Pedro Lauro fazia dos banheiros públicos seu principal tema de campanha: como usava uma tesoura como símbolo (sugestão de castração, haja sutileza) nos tempos de chumbo teve que explicar que sua logomarca nada tinha de subversiva. A melhor dele foi a de fazer apelos no meio-fio das calçadas com giz. Perguntaram a razão e veio a resposta brilhante: o povo anda cabisbaixo e isso é melhor que outdoor.
Trocadilho
Antes a Sumitomo do que a Tomo e Sumo, que essa era a visão anterior sobre investimentos estrangeiros no Paraná. O espantalho seria a bandeira como se viu no caso da Syngenta.
Salomônica
Duas mulheres se diziam mãe de uma criança e Salomão, ao ver o conflito, dispos-se a cortar o filho de uma delas em duas partes e a verdadeira se revelou quando reagiu e preferiu até perdê-la com o que o sábio a identificou como a genitora. Não para sugerir o mesmo ao Valdir Rossoni no racha para reduzir as diferenças de tamanho entre os gabinetes. Os privilegiados não querem abrir mão de coisa alguma e vai ser uma parada dura avançar no assunto.
Ceticismo
Há muito ceticismo em torno da revisão dos contratos de pedágio. É tão leonino que dificilmente esses empresários abririam mão das vantagens que tiveram desde o início em que não há sequer a previsão para recálculo em função do aumento do tráfego nessas estradas.





