Uma chance

Quando um desembargador, relator do processo em que a Urbs e o sindicato das empresas de transporte coletivo digladiavam em torno de uma demanda de R$ 300 milhões, se recusou a ratificar um pedido de ambas as partes para arquivamento da disputa sob o fundamento de que se tratava de assunto de alto interesse público abriu uma oportunidade para um pedido de devassa do Ministério Público nessas relações tão discutidas e nunca esclarecidas.
Isso se deu em cima da licitação mais recente do sistema (aliás que confirmou as mesmas permissionárias no pedaço) e se tratava de uma cautela por parte do cartel para assegurar direitos. Como a dívida acabou transformada em taxa de outorga, as partes, reconciliadas com o ''tudo dominado'' como sempre, pleitearam o fim da demanda. Como não dá para confiar nos vereadores, que deveriam se ocupar do tema, o remédio é esperar que o Ministério Público investigue aquilo que Requião chamou de ''ligações perigosas'' entre o cartel e políticos. O termo vem da obra ''liaisons dangereusse'' de Choderlos de Laclos, um romance épico vertido em cartas.

Itaipqp

A senadora Gleisi justificou a colher de chá do Brasil ao Paraguai que passou de US$ 120 milhões para US$ 360 milhões por causa de Itaipu ou Itaipqp. Enquanto isso o MST guarani põe sob o risco os 350 mil brasiguaios na base do terror. Não há reciprocidade como não houve no perdão da dívida da Bolívia respondida com ocupação e apropriação de unidades da Petrobras.

Prorrogação

Sem licitação prorrogada por mais quinze anos a aliança entre o Instituto Curitiba de Informática e a Datapron, que tem limites tecnológicos para a bilhetagem automática no sistema de transporte coletivo.

Carvalhinho

O gestor municipal da Copa, Luis de Carvalho, esbravejava contra a notícia de que o Paraná estava fora da disputa das confederações. Ela veio do noticiário da Globo. Pelo jeito não acreditam que a Arena esteja pronta até junho de 2013. Só a reforma está custando quase a metade do Itaquerão de São Paulo, este orçado em 1 bi e com esforço para baixar a R$ 700 milhões.

Folclore

Aí o juiz na Vara da Família pergunta à testemunha se ela sabe ou ouviu dizer algo que sirva de restrição ao comportamento da desquitada. ''Não entendo bem o que o senhor está dizendo'' - retruca a testemunha-''mas se é se ela é direita posso declarar que todos acham que essa senhora é meio dadeira.''

Correição

O alarido da CPI das falências já obteve um avanço: ao decidirem ver, pela Corregedoria, o que ocorre na área específica entenderam que era preciso ser mais abrangente e apurar tudo o que se dá nas varas da fazenda pública.

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