Atropelo como regra

A bancada do PMDB acertadamente se reuniu para defender Maurício Requião e sua acidentada investidura no Tribunal de Contas. Tanto o advogado dele como o Campello (da parte contrária e que luta para tirar-lhe a vaga) entendem que houve precipitação nos atos de Valdir Rossoni e Beto Richa, uma vez que a matéria se mantém sub judice. É o atropelo como regra.

Sobra

Bastou Rossoni falar na sobra de R$ 10 milhões na economia da Casa e já vieram soluções como a de doá-la para hospitais universitários como se o imperativo legal não fosse a devolução ao Tesouro. O pior é que a maioria dos deputados é contra as reformas, mas não ousa proclamá-lo estar envolvida por ação ou omissão no caos lá implantado há décadas.

Nulidades

Vitória parcial da Assembleia nos recursos ao STF anulando promoções reduzem um pouco o efeito da resposta dura do Procurador de Justiça à precipitada afirmação de que ele (e não outros setores como o Gaeco, por exemplo) estaria retaliando com vazamentos à mídia. Vejamos como será a apresentação dos fantasmas com crachá no dia 16, provavelmente um show como o de ontem em Ponta Grossa na política de interiorização.

Litoral

Enquanto Paranaguá curte a desolação das filas de 30 kms de caminhoneiros, Antonina e Morretes em festas com a presença da Globo para locações da macrossérie ''O Astro'', que ajuda a levantar a autoestima da população agredida pelos acidentes naturais. Matinhos espera pelo ''engordamento'' da praia, Pontal pelo maior porto de contêineres, Guaratuba pela saída da estagnação e Paranaguá por algum sinal de melhora no horizonte cinzento e que o terminal não ajuda a clarear.

Prensa
A prensa fiscal do governo é que responde pelo sucesso da arrecadação nos primeiros meses do ano, normalmente fracos. E foi certamente com base em tais informes que Beto Richa deu o aumento de 6% ao funcionalismo estadual.


Trama ou tramoia

A forma como o governo se conduziu em relação ao jornalista Celso Nascimento lhe negando o pedido de licença sem vencimentos como servidor anistiado do Ipardes tem todo o jeitinho de sacanagem. O pior foi colocar o dinheiro numa conta desativada do Banco do Brasil certamente com o propósito de comprometê-lo. Se houvesse sensatez o governo aprovaria a licença, mas de repente Celso se verá obrigado a recorrer a mandado de segurança por algo tão singelo. Aí uma forma sutil de terrorismo.

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