LUIZ GERALDO MAZZA
Na frente dos bois
Ainda sub judice na instância superior o processo relativo à legalidade da nomeação de Maurício Requião foi atropelado por duas decisões administrativas, uma do presidente do Legislativo, Valdir Rossoni, que a anulou, e outra de Beto Richa, governador, que a tornou sem efeito. É visível que houve aí o que chamamos no futebol de ''tabelinha'', tudo combinado para criar fato político.
Talvez seja esse ato precipitado a tal da ''bomba'' que Rossoni prometeu na batalha do ''twitter'', nova diversão de pessoas supostamente ocupadas, contra o senador e ex-governador Roberto Requião. Obviamente não dá para crer que seja um caso de ''bullyng'' ocupando duas autoridades no lazer digital como se estivessem num jogo de bolinha de gude matando a ''jogadeira'' do adversário.
Semana passada tivemos outra parecida com a Assembleia examinando uma PEC do deputado Mauro Moraes, que eliminava a ''aposentadoria'' dos ex-governadores, matéria que está sob julgamento na instância superior. É o carro na frente dos bois, distorção só explicada pelas exigências da sociedade do espetáculo.
No limbo
Os atos relativos ao caso Maurício Requião não tem consistência jurídica e servem apenas para aumentar a carga de incidentes no processo. A consequência é uma só: permanece no limbo a vaga de conselheiro e a habilitação aberta pelo posto será fulminada na justiça. O Tribunal de Contas mostrou a vacuidade dos dois atos e o advogado Cid Campello, que atua contra a família Requião, também condenou a iniciativa como inócua.
Arrastão
Belo feito do governo Beto Richa na área de segurança (Reinaldo de Almeida Cesar) com o arrastão no centro de Curitiba que prendeu 50 traficantes e aprendeu 250 mil pedras de craque. Isso devolve um pouco do perdido sentimento de segurança da coletividade.
Vítimas
Mais uma vez as multas de trânsito serão politizadas, mas desta feita com melhores condições do que as anteriores diante das denúncias contra a Consilux e agora do Tribunal de Justiça considerando a Urbs ilegal para exercer o poder de polícia. Se houver arregimentação de vítimas (das multas) como se deu com o advogado Reginaldo Koga o fiel da balança eleitoral estará aí. Hoje pela manhã a Femotiba vai pedir a CPI da Consilux na Boca Maldita, onde já tem um painel como o das ''diretas já''. Aquele foi um tiro no pé: não se elegeram os que eram favoráveis e levaram a melhor os que votaram contra. Haja ironia.
Folclore
No meio do oba-oba em torno da operação contra o tráfico um vexame: invadiram um quarto do hotel Marabá e criaram um baita constrangimento para um capitão do Exército, Pierre Moura, e que lá se encontrava pelado pronto para o banho.
Igual
Nomeia parentes e agora também trata bruscamente os repórteres: Beto Richa fica a cada dia mais parecido com o seu antecessor.





