LUIZ GERALDO MAZZA
Mais condenações
Finalmente, depois de tanto tempo, vieram as condenações na Justiça Federal pela concessão de trechos da BR-476 e da PR-427, sem a devida licitação, em favor da Caminhos do Paraná. Pega autoridades federais, estaduais, o governador Jaime Lerner e auxiliares. A decisão é de primeira instância e atinge figuras do atual governo como o engenheiro Paulinho Dalmaz. E na sequência, como corolário normal, alcançará também Roberto Requião e seus secretários por terem formalizado a operação de cobrança no trecho Araucária- Lapa na BR-476, que estava pronto com praças de pedágio interditadas e portanto liberada aos usuários. A concessionária abaixou as tarifas por algum tempo a pedido de Requião, mas em seguida ficou liberada para cobrar mais pela justiça. Isso vai demorar mais do que o ajuste nos aeroportos brasileiros para a Copa de 2014 porque passará pelo Tribunal Federal da 4 Região, em Porto Alegre, e depois na instância superior.
Caixinha, obrigado!
Uma das fixações dos milicos em 1964 - e isso se deu um pouco depois do golpe (ou da revolução, a redentora, como querem alguns)- era em cima de Aníbal Curi por seu domínio intrapoderes com o comando dentro do Legislativo e em torno da famosa ''caixinha'' mais tarde institucionalizada como Caixa de Assistência e Beneficência da Assembleia Legislativa, Cabenfale. Aníbal foi cassado, teve seus bens confiscados, mas os inspetores acharam até criativa a ideia de uma caixa que girasse com empréstimos e juros no interior da corporação. Claro que tinha respaldo em bancos, o estadual, Banestado e, mais tarde, o Bamerindus.
A nova direção do Legislativo ontem decidiu investigar a Cabenfale por entender que operava como um banco alternativo não observando normas do Banco Central. Ela intermediava empréstimos e se a ilegalidade ficar demonstrada será extinta. E convocará bancos oficiais, Caixa Econômica e Banco do Brasil, para funcionar nesse tipo de operação.
Fantasmas
Ao menos 66 CPFs de fantasmas estão sob exame da Receita Federal no caso da Assembleia Legislativa. Fantasma com crachá e CPF é formal demais quando deveria estar mais para o formol.
Folclore
Na sentença do juiz federal Nivaldo Brunoni, 3 Vara Federal Criminal da Capital, sobre o pegágio Lerner pegou três anos e seis meses de detenção em regime inicial aberto. Se fechado fosse, imaginem o baque no refeitório.
Perda?
Se não sair a Copa no Paraná, como anuncia tristonho o vereador Mario Celso, como possível, o que afinal perderíamos? É uma contabilidade fascinante.





