LUIZ GERALDO MAZZA
Oscips, Ongs: um risco
O chamado terceiro setor -Oscips e Ongs- está sob o fogo da investigação. Vários casos têm sido levados à justiça após denúncia do Ministério Público. A malha operacional dessas instituições, criadas para dar maior flexibilidade a um setor público esclerosado, é complexa e tem servido de fachada às vezes para botar dinheiro público em instituições como o MST, para onde drenam também recursos internacionais.
Com as prisões ontem deflagradas de integrantes de duas Oscips comprova-se a necessidade de alguma regulação nessa área. Essas ora alcançadas teriam, de 2003 a 2009, junto às secretarias do Trabalho e da Segurança movimentado nada menos de R$ 83 milhões, conforme o levantamento da Polícia Federal. Várias tentativas de montar uma CPI do terceiro setor resultaram frustradas pela reação organizada dos interessados em manter tudo como está nas vantagens daí decorrentes.
Bomba
Um relatório bomba sobre o Porto de Paranaguá, bem mais explícito do que aquele do diretor técnico (que Requião mandou demitir), estaria imobilizando o próprio governo que hesita entre agir ou esperar que outras instâncias como a Polícia Federal e o Ministério Público venham a atuar, como se deu no caso da operação Dallas.
Até hoje a secretaria de Segurança nada fez relativamente ao abuso cometido pelo COPE funcionando como juízo arbitral no caso da prisão da doméstica que desviou os dólares do armário de Eduardo Requião e foi obrigada a vender os bens que adquiriu para devolver a grana ao dono. No mínimo a Corregedoria teria obrigação de investigar o fato.
Urbs
Dessa vez espera-se que a Urbs seja afinal colocada na parede, embora por várias vezes tenha recebido cartão amarelo do Tribunal de Contas. Com os desdobramentos do caso Consilux (há ainda esse outro da anistia pedagógica de multas por Taniguchi e o dirigente da Urbs ora em trâmite) é possível avançar.
Táxis
Segundo o sindicato da categoria os 2.223 táxis de Curitiba são suficientes, embora o usuário ache que não. Como há relação pactual entre Urbs e taxistas a cidade fica refém disso como já ficou também no do transporte coletivo. Quando esses protetorados serão abalados? Explica-se aí o silêncio da Câmara Municipal. Está tudo dominado.
Laranjice
Ser laranja não é vocação, mas obrigatoriedade na política nacional. Por isso temos mais espírito cítrico do que crítico.





