LUIZ GERALDO MAZZA
Ritmo Ademir da Guia
A sociedade confia nas ações moralizadoras e de saneamento de Rossoni na Assembleia Legislativa e por isso mesmo preocupa o ocorrido ontem com o ato de invalidar a escolha das comissões. Tem que jogar com a Casa, embora saiba que talvez a maioria esteja envolvida por ação ou omissão naquilo que combate. Senso de ritmo e de cautela: agir como Ademir da Guia, que parecia lento, mas era elegante e ia da defesa, em que defendia um gol, e de repente estava no ataque como artilheiro. Elegância não é lentidão.
Pretextos
Segundo setores radicais - áulicos, especialmente - a onda de protestos em Curitiba (ontem tivemos os do pessoal da Fundação de Ação Social e Guarda Municipal) é eleitoral e visa prejudicar a campanha de Luciano Ducci. Isso em meio à enxurrada que desmonta o ''modelo ecológico'' dá a ideia de que até lá muita água, e especialmente lama, corre por baixo da ponte. De repente a omissão municipal é mais forte que a difícil candidatura de Gustavo Fruet.
Não confundir protestos com pretextos.
Assoreamento
O que aconteceu no Parque Barigui é prova de que é preciso ir mais longe nas operações de dragagem do que cuidar apenas do leito entulhado de areia: mesmo as pistas de corrida foram tomadas pelas águas. Cuidar dos parques é relevante porque acerta, até um certo ponto, a regulação da vasão do rio, mas insuficiente. Outra questão: dragar, desobstruir canais dos rios Belém, Ivo, Juvevê, Agua Verde é imperioso. Zero em drenagem, essa a verdade.
Mobilização
Estudo de maiores empresas paranaenses prevê em quatro anos a criação de mais de 18 mil vagas e com identificação de dificuldades em técnicos (43%) e de nível superior (30%). Essa evidência, já constatada no dia a dia, prova o vazio de planejamento tanto do setor público quanto do privado (Associação Comercial, Fiep, Faep). Quando da vinda das montadoras fez-se um trabalho de formação de pessoal com bons resultados de médio prazo. Mobilizar é preciso.
Demagogia
Não há o menor sentido de racionalidade no tal salário mínimo regional. Por sinal que até agora não houve um trabalho para mostrar seus efeitos bons ou funestos. Não há sentido numa economia como a paranaense, a quinta do país,
ter o maior mínimo regional do Brasil. Bravata, bobeira, demagogia.
Folclore
CNJ decidiu bem a questão da presidência do TJ: com um Judiciário ativo, que chega a substituir o Legislativo, não se entenderia que se rendesse ao dispositivo que premia a antiguidade, formalidade nada isonômica.
Aposentadoria
O STF julga hoje a questão abusiva das aposentadorias de ex-governadores, caso do Pará, e que pode firmar jurisprudência em relação a casos correlatos, incluídos os da província que não são poucos.





