Menos espetáculo
É possível uma devassa, como a que se intenta no Legislativo estadual, sem as inevitáveis concessões à sociedade do espetáculo. Ocorre que vivemos claramente num contexto midiático e basta percebê-lo nas produções da TV Sinal, que por sinal melhores de qualidade, quando não mostram os deputados em suas arengas de plenário.
Lacrar a gráfica da Assembleia foi, por exemplo, um transbordamento já que os servidores que a operavam recebiam ordens superiores que poderiam partir ou de setores legais, a Comissão Executiva, ou paralelos e encapuçados ligados ao núcleo incontrolável da diretoria-geral de onde emanava, conforme apurado pelo Gaeco, a orientação. Se o conjunto do Legislativo aceitava como formais o que vinha da diretoria-geral, fica visível que funcionários de escalão médio ou inferior não tinham poderes para manipular as coisas.
Como a Assembleia é porosa às deformações, seria o caso de fechá-la com o mesmo rigor com que se interveio na gráfica. Ainda que com força simbólica o ato lembra o do marido traído que trocou o sofá em que a esposa o enganara com o amante.
Esse silogismo recomenda cautela para que a ansiedade em dar notícia, em revelar a cada hora um novo choque, não se transforme em decepção. Como se dá quase diariamente em estrepitosos feitos poliiciais que não se confirmam.


Grampo
Agora o deputado Marcelo Rangel quer a CPI do Grampo que começaria lá atrás com o caso do Délcio Razera, policial colocado à disposição da Casa Civil. Tido como especialista, Razera ficou preso quase um ano e até hoje a Justiça não decidiu de quem é a culpa em casos cruzados de grampos.


Anexo
Um comitê do Tribunal de Contas da União e Conselho Nacional de Justiça fez as primeiras diligências ontem sobre o anexo do Palácio da Justiça.


Sem acerto
Dificilmente haverá acordo entre motoristas/cobradores e patrões. Um lado quer tudo, e outro nega. O consenso de 50 anos do transporte coletivo pode virar dissenso. Em jogo de pôquer todos não podem blefar ao mesmo tempo.


Folclore
O governo faria gol contra, num momento em que a população aplaude as ações do Gaeco, em reduzir o número de PMs colocado à disposição da instituição. Promete até oferecer mais gente, ainda mais depois da craca legislativa. E precisa, é claro, também ser vasculhado.


Oposição
Segundo observadores, Beto Richa vai ter mais oposição que Requião. Tomara que tenha menos escândalos que a oposição passada nem enxergou.

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