Temor dos seguranças
O próprio Valdir Rossoni, na escalada contra o poder paralelo do Legislativo, admitiu que tinha medo do quadro de seguranças da Casa. E, pelo que se vê, era realmente uma falsa capatazia já que tinha um raio de autonomia semelhante ao concedido à Diretoria Geral e que se impunha à própria Comissão Executiva. É possível que esse temor reverencial alcançasse todos os deputados, servidores e jornalistas que para lá eram deslocados.
Assim, além dos desvios calculados em R$ 100 milhões, havia essa absurda inversão de valores com os encarregados da segurança se impondo com um código próprio. O irônico é que agora o ''sindicato'', que já tinha sido presidido pelo Bibinho (o que se compreende numa estrutura vertical, feita de cima para baixo), acha um absurdo a presença da PM como se fosse uma heresia e não a necessidade de uma limpeza, de um saneamento radical.
Foi lancetado o furúnculo, resta a retirada do carnegão para que a infecção não retorne.


TC audita
Valdir Rossoni prometeu fazer uma investigação também sobre o Tribunal de Contas. E esse, por seu presidente, Fernando Guimarães, promete auditar o Legislativo. Não se trata de um jogo de braço de ferro, já que a intenção do TC é um monitoramento, a partir de agora, isso sem ir ao passado, para fixar rotinas de contabilidade pública. Talvez, esteja aí a lembrança da imprecação bíblica de Sodoma e Gomorra - a de olhar para trás e virar estátua de sal.
Como é que havia tantos desvios e o TC não captava?


Teimosia
Em 2003, o Ministério Público denunciou as empresas de ônibus da capital por não adotarem procedimentos ambientais. Um ajuste de conduta permitiu que a maior parte delas se alinhasse, mas isso não aconteceu com a São Braz-Autoviação Mercês que sofreu nova denúncia, embora seus dirigentes afirmem que também cunpriram o acordo. O MP quer a paralisação das atividades.


Solidário
Se os bancários foram solidários, obviamente, com os vigilantes era de esperar-se que os banqueiros não abandonassem as empresas de segurança e facilitassem a solução do problema. A sacralização da greve é absurda porque se desconsidera o problema da maioria. Justiça do Trabalho é amarrada demais e a única em favor da população foi a Associação Comercial.


Folclore
Pode ser que não houvesse um cangaço no Legislativo, mas que perdurava uma forma de cagaço da parte dos parlamentares não se duvida.


CNJ vigilante
Há notória má vontade de alguns ministros e desembargadores com o Conselho Nacional de Justiça. Agora ele deu razão ao Ministério Público estadual na questão do horário diferenciado que o TJ contestava. Dentro de alguns dias teremos impacto maior: o exame das denúncias de superfaturamento do Anexo.

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