No pau da barraca
A resistência do poder paralelo (aquele que se sobrepõe à Comissão Executiva) é que levou Valdir Rossoni a desmantelar uma de suas evidências no setor de segurança e criar condições, ora com a intervenção da PM na Assembleia, para que se retome com máximo rigor as investigações do Gaeco, enriquecidas com um dossiê do sindicato dos funcionários contra o novo presidente, que deveria estar pronto no disparo. Foi chutado o pau da barraca, mas engana-se quem pensa que isso é um golpe mortal: um grande número de parlamentares e de integrantes de outros poderes farão o possível e o impossível para melar o meio de campo.
O fato mais visível é que o poder paralelo é maior do que o original, daí a destreza do Miguel Abib, de quem, ao menos nas aparências, a Assembleia não passava de refém. No complexo funcional a segurança completava esse braço do sistema.
Pontapé inicial surpreendeu e nem Rossoni pode recuar e também os que eram cúmplices do poder paralelo não poderão ficar parados e darão o repique. O conflito rompe a acomodação, nossa tendência à inércia. É preciso botar fogo nessa gasolina antes que apague.


Apoio
Beto Richa não é cultor de divididas, mas não poderia, de forma alguma, deixar de dar cobertura ao primeiro lance do correligionário Valdir Rossoni como presidente na convocação da PM a ocupar espaços na Assembleia antes que funcionários rebelados, mormente os da segurança, o fizessem. Houve conselho de alguns na base da frase do Biro-Biro ''me inclua fora dessa''. Há quem entenda que poderia ser o primeiro e último ato do presidente, mas é visível que a sociedade não comprometida o apoia.


Virose
Surpreendente o número de casos de uma virose oportunística de verão que age no litoral brasileiro, especialmente no Sul. Diagnóstico diferencial é complicado porque os sintomas se parecem com toxicose normal e dengue.


Pesquisa
Urbs, inconformada com a pesquisa de satisfação com os transportes, quer uma cópia do estudo da UFPR e a contesta com as internas bem diferentes. Ninguém viu até hoje um prefeito ou presidente da Urbs andar de ônibus. Seria o mínimo para que pudessem falar sobre a operação do sistema e enaltecê-la.


Folclore
A ideia que a ida do Sindilegis ao Gaeco ocorreria com qualquer presidente que desagradasse o sistema é uma das provas de que o corpo legislativo era um refém não apenas do diretor-geral, mas também dos seus apêndices.


Rotina
23 presos da 9 Subdivisão Policial de Maringá serraram grades e se mandaram.


Cavo
Grupo ianque quer adquirir o controle da Cavo, a que tem o quase monopólio do sistema do lixo de Curitiba.

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