LUIZ GERALDO MAZZA
Viva o conflito
Relações entre patrões e empregados no transporte coletivo vão endurecer: o patronato abole a cesta básica (15 mil distribuídas), licitação de cartão para a compra de cada trabalhador, põe fim aos 3% da renda bruta do Sindimoc e assegura uma prestadora de serviços. Hoje esse assistencialismo é feito pelo sindicato que recebe grana das empresas para administrá-lo. Pode ser o fim do compadrio, velho metabolismo da praça. Só que sindicalistas prometem greve.
Que bom se isso acontecesse em outros aspectos da vida paranaense. Sem uma dose de conflito, sociedade alguma floresce. Luta de classes de araque é algo
intolerável, caricato.
Simbologia
Símbolos paranaenses estão na moda: Beto Richa restabeleceu aquilo que está na heráldica e não admite mais a profusão de logomarcas personalistas. Mas o presidente do Instituto Histórico, Ernani Straube, contesta e propôs na gestão Alvaro Dias outra formulação. Além disso diz que a nossa bandeira é a única que usa o nome do Estado entre as nacionais e regionais.
Não será por isso que há uma carência de identidade do Paraná?
Greves
Além da anunciada greve do transporte coletivo da Capital há uma outra que é prometida para os serviços federais de saúde em fevereiro em função de Medida Provisória, baixada por Lula no ocaso do governo, que a categoria considera perversa. Com catástrofes e endemias como a da dengue é de preocupar.
Jornais
Velhos colaboradores e profissionais de ''O Estado do Paraná'' ficaram chocados com a notícia do fim da edição impressa. O jornal nasceu em 1951 para dar cobertura ao governo Munhoz da Rocha porque a força de Lupion na mídia era enorme (acionista importante da ''Gazeta do Povo'', dono de ''O Dia'' e da Rádio Guairacá). Em seguida viria para o mesmo fim o ''Diário do Paraná'', da rede associada de Chateaubriand, há muito fora de circulação. Paulo Pimentel cresceu politicamente com a aquisição do jornal e em seguida com a rede de rádio e televisão. Ironicamente apesar de tanta adversidade, Lupion voltaria ao Palácio Iguaçu vencendo os três candidatos bentistas.
Reforço
Fim de semana, quando mais precisamos de polícia na Grande Curitiba, a PM desloca 200 integrantes para reforçar a ''Operação Praias''. A praia é a vitrine, mas o massacre é na Região Metropolitana com duas dezenas de mortos.
Folclore
O professor de Latim, João Mazzarotto, surpreende um aluno colando no Ginásio Paranaense. Toma-lhe o compêndio das mãos e o lança janela abaixo. E ironiza: ''vá agora buscar a preciosidade lá no jardim''. O ginásio ficava onde está hoje a secretaria de Cultura. Acrescentava ''estudes tibi'', estudas para ti.
Explica
Alvaro Dias explicou que a grana da aposentadoria é para filantropia. Cortesia com dinheiro público é chapéu alheio.





