Segurança, a prioridade?
Problemas de segurança, desde muito, constituem uma prioridade nacional. E tanto que a presidente Dilma Rousseff encarregou o Ministério da Justiça de uma ação integrada com Estados e municípios para fazer frente à questão. No caso paranaense essa deficiência é flagrante e o episódio de uma cidade, a de Tunas do Paraná, ser praticamente submetida a um bando de assaltantes está aí com força suficiente para evidenciar o quanto mal andamos.
Em entrevista na televisão o novo secretário de Segurança, o delegado da Polícia Federal, Reinaldo de Almeida Cézar, resumiu suas observações numa afirmativa de choque: carecemos, notadamente, na Polícia Militar de aumentar seu efetivo em 50% para sairmos dos atuais 17 mil para 25 mil.
E esse não é um problema que se empurra com a barriga com as protelações habituais em função da notória escassez de recursos. Estamos numa guerra e nosso desempenho é pior do que o de São Paulo que reduziu drasticamente suas taxas de criminalidade. Aliás, é factível essa redução que todavia exige investimentos pesadíssimos.

Hora das sinalizações
Quando o governador decretou a moratória foi dado o sinal também para duas coisas: o Estado em que se encontram os vários setores e a necessidade de estabelecer metas mínimas para cada um deles. Há um aspecto positivo: o oba oba triunfalista, que se seguiu à vitória eleitoral, foi substituído por um ar de tensa preocupação. E o pior é que ficou impossível, diante das dificuldades encontradas e da situação financeira ainda crítica, dramatizar o que aí está, o que sempre foi um recurso dos políticos no dado emocional da argumentação.

Aumento
E bastou o professorado reivindicar promessas de campanha (como a da equiparação com pessoal de formação equivalente) para que o Fórum dos Servidores Públicos também anunciasse sua pauta de reajustes que alcança praticamente todos os setores do serviço público.

Pepino
Primeiro pepino da Corregedoria e Ouvidoria Geral será o da resolução sobre a criação da carreira de agente fazendário em que a assinatura de Heron Arzua teria sido forjada, o que é contestado pelo ex-governador Orlando Pessuti e que pede investigação.

Folclore
O professor de Desenho, Pedro Macedo, irrita-se com o comportamento de um aluno e o aprisiona num armário ao lado de bustos de figuras míticas como Sócrates, Sófocles, Júlio Cesar e Platão. Aí alguém alega que o rapaz passa mal e o mestre dá a palavra final: ''Deixa o gajo morrer em paz''. Como todos dramatizavam e faziam de conta, uma gargalhada coroou a cena hilária.

Escolinha
O encontro do secretariado de Beto Richa às segundas pelo jeito substitui o ''Mãos Limpas'' do seu antecessor e também a escolinha das terças. Factóides inevitáveis: depois da moratória tivemos ontem a cartilha de conduta e não se trata de influência do encontro internacional de escoteiros em Curitiba.

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