LUIZ GERALDO MAZZA
Ainda o nepotismo
Como está na moda condenar o nepotismo urge levar em conta as exceções: por exemplo o Bruno, filho do Bernardinho, não está na seleção de vôlei porque o seu pai é o técnico. Está porque hoje é o melhor da posição. Há outras como o caso dos engenheiros Rebouças, irmãos em sangue e genialidade, que não precisavam se proteger para mostrar talento e inventividade.
Precisamos tomar cuidado com as invectivas contra a prática que Beto Richa também segue, embora, até aqui, em menor escala do que Requião. Mas que tal se com o passar do tempo ficar demonstrado que ambas as famílias são inspiradas como a dos Kennedy, uma fábrica de gênios para a política com a trinca John, Robert e Edward? Teremos certamente, se isso ficar comprovado, o que sabemos ser difícil, remorsos shakespeareanos, tangendo para o suicídio.
Profecia
Dentre os membros da equipe governamental há um que fez uma observação sobre a economia paranaense meio profética: é Gilmar Mendes Lourenço, presidente do Ipardes, quando mostrou ter o estado se sobressaído quando o Brasil ia mal e ter ficado para trás quando o país melhorou. Há quem creia que o Brasil piora e o Paraná volta a se dar bem. Como pode ser o contrário.
MDB
O Rubinho Ferreira está disposto a sair do seu exílio, de anos, em Guaratuba para vir a Curitiba e convocar filhos e netos da turma do MDB e do PMDB para lançar uma frente pró Gustavo Fruet à prefeitura da Capital.
Benção
Nunca foi tão necessário aos motoristas do Paraná buscar as bençãos dos frades capuchinhos das Mercês durante todo o dia de hoje. Autoridades deveriam pegar carona nessa e carregar nas medidas educativas e menos na picaretagem da indústria das multas. Soluções de engenharia estão se esgotando: de repente não há mais espaço para binários e rotatórias. A benção deveria também chegar no governo para melhorar o rumo.
Folclore
Um vereador de Pinhais foi apontado como ganhador da Mega-Sena por adversário político em manobra terrorista. Ao explicar-se e dizer que continuava pobre usou uma expressão politicamente incorreta: ''isso é uma baianada!''
Fichário
Beto Richa tem autenticidade numa coisa: seus correligionários, mesmo quando investigados ou caracterizados como ficha suja, conseguem a sua fidelidade. E como é defensor da tese de que a culpabilidade só se firma com o trânsito em julgado poderia convocar tanto o Toni Garcia como o Bibinho, este aliás é apenas processado enquanto outros já foram julgados como o Taniguchi e ainda o Ezequias, este condenado ao menos administrativamente. Caso dos acionistas minoritários (Dominó) passará por suas mãos na Sanepar. No governo do seu pai a ficha em discussão era a ideológica, do Dops e SNI. Havia tantos desses quanto os questionados de agora.





