LUIZ GERALDO MAZZA
Justiça poética
A esperança em política é a ocorrência de justiça poética, tal qual se deu com Collor que fingia o papel de caçador de marajás e que acabou interditado. Pessoal da Une até hoje pensa que com os caras pintadas o derrubaram. Conversa mole já que a Globo com a série Tempos Rebeldes, enfocando a resistência aos milicos, é que motivou a população à reação.
Espera-se que os envolvidos na trama do legislativo estadual sejam apanhados, embora saibamos das dificuldades até aqui evidenciadas para a conexão entre as ações da Diretoria Geral e o conjunto da Casa, partícipe por ação ou omissão.
E agora esperamos que prospere a iniciativa do Ministério Público Estadual, que o chefe regional tenta transferir ao órgão federal, de agir contra a aposentadoria dos ex-governadores Alvaro Dias e Roberto Requião, velhos exploradores do moralismo, e que tiraram a vitória de José Richa explorando essa indenização que agora os beneficia. Mesmo que dê em nada vale a pena constrangê-los como aconteceu com o estelionato Ferreirinha em que ambos estavam envolvidos e nem chegaram a ser julgados, a despeito da gravidade do delito que os beneficiou politicamente.
Transparência
Nelson Justus, governador transitório, embalado na
escolinha, disse que aquele ato deveria ser decalcado por outros estados por causa da transparência e que se sentia muito à vontade em dirigir a sessão. Se há algo até agora, ainda que perseguido, não é alcançado é a transparência no legislativo. Impera ali o opaco e como Drácula com horror à luz.
Ruptura
A Associação Paranaense de Cultura desenvolvia, por meio de convênio, trabalho de pesquisa e fomento da fauna marinha em Guaratuba e isso desde 1988. Como a cada ano a prefeitura criava dificuldades para o trabalho, os dirigentes foram à ruptura, declarada formalmente em 30 de julho. Estuda-se agora uma forma de transferir o encargo para o Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal de Pontal do Sul. No coquetel de acerto poderiam servir pastel de palmito.
Acidente
Na feirinha da Praça Osório caiu uma palmeira numa barraca atingindo uma pessoa. Esse é um problema que exige senso de previsão: não poucas das árvores de porte da Capital se apresentam em risco de queda e a prefeitura se acomoda.
Folclore
O Colaço, gráfico da imprensa, puxava uma rama com fervor e foi ver o filme Farrapo humano com Ray Miland, dos mais fortes libelos contra o álcool, À saída lhe perguntaram: E agora, Colaço, o que você diz? A resposta veio clara sem resmungos: pra mim chega de cinema! E foram todos ao bar.
Secretário sectário
Romanelli desmente que tenha sido convidado por Beto Richa para compor seu secretariado. Não esconde, todavia, que gostaria de ficar com a secretaria do legislativo na chapa encabeçada pelo Rossoni.





