Um referencial simbólico

Até o último Censo, Londrina era a terceira cidade mais populosa do sul do Brasil: perdia apenas de Porto Alegre e Curitiba. Agora foi ultrapassada por Joinville, seguramente o poder mais forte de Santa Catarina com seu centro industrial e de serviços. O processo de municipalização do ciclo cafeeiro atingiu duramente os polos urbanos com a expansão por cissiparidade das chamadas cidades-cogumelo. Segundo os dados preliminares do IBGE, o Paraná, por sua vez, estaria atrás do Rio Grande do Sul. Nada desses indicadores, ainda sob revisão, altera o potencial de Londrina como segundo pólo urbano e a especificidade de nossa dinâmica e do relativo equilíbrio interno estadual.

Omissão orquestrada

A denúncia do empresário Joel Maluceli de que o ''incentivo construtivo'' é um despiste para botar dinheiro público na conclusão da Arena da Baixada não teve a menor repercussão nos jornais, uma espécie de omissão orquestrada, tal qual se dava nos descaminhos do legislativo estadual. O Ministério Público, que anda preocupado com torcidas organizadas, deveria intervir e mostrar que estamos diante de um caso de improbidade tolerada por interesses de natureza estranhíssima. Botar dinheiro público em obra particular, embora comum nas práticas de patrimonialismo tupinambá, afronta a lei.

Novo marco

Se há alguém que não tem interesse em ver esclarecidos os casos do nosso legislativo estadual é o próprio parlamentar, tanto reeleitos como os novos, já que aqueles em maioria se comprometeram por ação ou omissão. Isso está bem visível na euforia que os envolve em relação à futura Mesa Executiva, tema dominante de todas as conversações. Esquecem o que foi aprontado na Casa pela Diretoria Geral que a todos compromete na manipulação de dinheiro público. Pelo jeito tanto as investigações como o processo criminal parecem nada ter a ver com os parlamentares que falam em ''moralização'' em função da lei da transparência e marcos regulatórios fixados, como se estivessem todos à uma distância olímpica dos acontecimentos.

Linha auxiliar

Dilma vai escalar uma linha auxiliar pela CPMF: como a maioria dos governos estaduais burlou a Lei de Responsabilidade Fiscal e está quebrada acenam com o ganho do imposto do cheque. Como sempre se dirá que vai para saúde e também para a segurança e depois diluem no saco geral do orçamento.

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