Um erro de avaliação
  Apostar na popularidade, tida como imbatível, de Lula e na conexão com Dilma parecem ter sido erros estratégicos de Osmar Dias. Para observadores da cena a resposta das urnas no Paraná e em Curitiba é suficiente para demonstrá-lo: Dilma fez 38,9% dos votos e perdeu para Serra com 43% e Osmar obteve 46%; na Capital Dilma cravou 26.8% contra 44.7% de Serra e 29,16% de Osmar. Quando Osmar, em 2006, não tinha tais dependências e não gerara problemas de crise de identidade (aproximação com Requião e com Lula diante do MST), quase chegou a 50% do eleitorado.
  Eleição é uma forma de recall: as perdas de Osmar decidiram a parada e o residual de Gleisi Hoffmann (seu enfrentamento com Alvaro Dias mais a eleição de prefeito, embora a baixa votação) e de Requião (sua carreira, seus três períodos de governo) decidiram a disputa senatorial. É verdade que por pouco Gustavo Fruet leva a cadeira, faltando-se como observou o deputado federal Marcelo Almeida maior capilaridade para chegar nos grotões que favoreceram o ex-governador na reeleição passada e na de agora.
  Essa estória da popularidade de Lula, nos parâmetros em que é colocada, foi também contestada e de certa forma desmistificada. O que é bom para Lula e para o nível de consciência política do país. Messianismo, nunca mais; a não ser o de Antonio Conselheiro em Canudos e o do Monge da Lapa no Contestado.


Previdência
  Reforma previdenciária em regime aberto padece como se vê na França. Dentre as coisas boas (há as abomináveis, é claro) do regime de Pinochet no Chile uma delas foi justamente essa do ajuste previdenciário. Ela responde em grande parte pela higidez das instituições daquele país com panca de primeiro mundo. Por uma causa dessas, a de impedir mais idade para aposentadoria, o que é uma necessidade imperiosa também das grandes economias, ressurge o mito das barricadas na França com as greves massivas.
  E quando saberemos a realidade da previdência nacional e da regional, mormente depois daquele denúncia de ‘‘furo’’ de R$ 4 bilhões?


Resgate
  A operação de resgate dos mineiros no Chile é outro referencial analógico: levamos um ano para recuperar o viaduto sobre a represa do Capivari, aqui um caso com aquela dimensão daria briga de bastidores entre lobistas para o fornecimento de equipamentos adequados. Já se houvesse certeza na eficácia da operação teríamos a sociedade do espetáculo à toda com Ivete Sangalo, Olodum, padre Marcelo Rossi etc.


O lixo
  Não pegaria bem se por culpa das omissões acumuladas tanto do Beto prefeito como do substituto Luciano Ducci o Beto governador ficasse com a bomba na mão do problema da saturação da Caximba e da solução emergencial. Ainda bem que o Instituto Ambiental do Paraná deu a licença. Empurra-se o tema com a barriga.

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