O Lula verde
Lula, ou pelo menos o símbolo a ele correspondente, na eleição é Marina, tão da Silva quanto o presidente e com um histórico de mobilidade social bem apropriado. A ascensão ocorrida nas últimas sondagens revela que ela decorre das perdas da candidata oficial que irrigam o seu desempenho. Enquanto Serra está parado, oscilando quando muito em um ponto, Dilma Rousseff caiu nada menos de cinco e Marina saltou de 11 para 14. Há perspectivas sérias de segundo turno bastando que haja nova oscilação para baixo, possível já que quando alcançou 51 Dilma atingira o topo e, na sequência, dificilmente escaparia da queda resultante do ajuste estatístico, da entropia.
Lula presidente, com os ônus do exercício do governo, não é o mesmo das três tentativas de segundo turno, compensadas pela vitória em dois contra José Serra e Geraldo Alckmin. É nessa perspectiva que Marina é o Lula mais próximo daquele que o povo tanto cultivava, o Lula ''zero km'', antes de chegar ao poder.

Sabotagem?
A bagunça no transporte coletivo é tanta que dá a impressão de sabotagem contra a coligação de Beto Richa. Anteontem e ontem na praça Rui Barbosa esperei os ônibus da linha Ahu-Los Ângeles por mais de 50 minutos. Ou será que a mobilização eleitoral é de tal ordem que atrapalha o monitoramento do serviço público?

Clamor
Um dos maiores estelionatos, segundo o deputado Fábio Camargo, é o caixa 2 da eleição municipal passada com a dissidência do PRTB e que deveria ter levado à impugnação do prefeito e à pena complementar de perda de direitos políticos. Fábio era parte interessada, pois tinha o apoio oficial do partido, e à época não agiu com essa firmeza.

Passione
Depois de ''Passione'' a paixão eleitoral, embora bitolada pela regulação excessiva do debate. No meio das baixarias, de lado a lado, foi um momento de confronto nas ideias, se é que elas têm existido nesta campanha.

Folclore
Em 1950, maior comício da história paranaense, na Boca Maldita, ante 50 mil pessoas, Getúlio Vargas era a estrela e não queria melindrar aliados não opinando sobre o pleito paranaense entre dois engenheiros civis Ângelo Ferrário Lopes (PSD) e Bento Munhoz da Rocha (PR) e enaltecendo a qualidade de ambos. Hoje temos dois engenheiros candidatos em uma eleição polarizada também, mas sem aquela qualidade e aquele conteúdo. Não dá para idealizar o presente e por isso aparenta que se o faz com o passado.

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