Reversão difícil

Difícil, mas não impossível, segundo analistas, a reversão no quadro regional das eleições. A expectativa é a de que já na amostragem desse fim de semana haja a revelação de uma tendência discreta de ''virada''. Eleições nacionais e regionais correm paralelas, mas nem sempre se ajustam. Vide São Paulo, Minas e o caso paranaense em que a liderança local não se transfere à nacional e essa não dá nutrientes suficientes para a regional.

Subliminar

Quando a Globo celebrou seus 45 anos, o PT foi à justiça para impedir essa divulgação sob o fundamento de que se tratava de propaganda subliminar do PSDB com seu número eleitoral. Anteontem a Gleisi Hoffmann comemorou seus 45 anos junto aos portuários que cantaram o ''parabéns''. O André Vargas, que chiou no caso da Globo, nada disse do tom oblíquo desse aniversário em favor do PSDB.
Quando a Dilma Rousseff chegou aos 45 pontos não ficou sob suspeição. Como se vê paranoia tem hora. Quando o Ibope é bom ela desaparece.

Pupila

De um sentimentalismo atroz as palavras, pouco naturais, de Lula no discurso de Foz do Iguaçu: o de que aprendeu com a mãe que para conhecer uma pessoa se olha na pupila e quando ele viu o Osmar pela primeira vez sentiu que estava diante de um sujeito sério, de caráter.
Meu critério é diferente: conforme a pupila, o cara não vai pescar comigo.

Antipetista

O pastor batista Pascoal Piragibe, que prega pela internet a ordem de não votar no PT por causa da posição sobre o aborto, viajou ontem para Argentina, mas deixou em Curitiba uma bronca: o deputado Ennio Verri promete fazer representação na justiça eleitoral para a retirada do anátema.
Em 1950 Getúlio Vargas formou dobradinha com João Café Filho como vice e que era líder sindicalista no Rio Grande do Norte. A Igreja Católica tinha uma liga eleitoral, orientadora, a LEC, que pregava o voto contra Café, suposto agnóstico. Não adiantou nada: a vitória veio naturalmente e Café assumiu logo depois com o suicídio do presidente. O Paraná inaugura aí a fase de ministros com Aramis Athaide, na Saúde, e seu cunhado Bento Munhoz da Rocha Neto na Agricultura. E que continuaria com seu outro cunhado, Ney Braga.

Folclore

Em 1994 Alvaro Dias estava bem nas pesquisas e aí um dos seus marqueteiros botou no ar um falso pastor que baixou o sarrafo em Lerner. Horas depois descobriram a ficha policial da figura e o Ibope baixou dez pontos.

Lerner

Capa da última edição de ''Ideias'' com o título ''Quem tem medo de Jaime Lerner?'' o ex-governador e ex-prefeito, pichado pelos dois candidatos que polarizam o pleito, não está nem aí com as urnas, mas deve ser personagem de um livro que examinará os três períodos de Requião e os dois dele.

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