LUIZ GERALDO MAZZA
Capitanias hereditárias
Interessante ensaio no caderno (Eu & Fim de Semana) do jornal Valor de ontem comparando a estrutura político-administrativa do país com as capitanias hereditárias. Curiosamente o texto abre com referências e imagens de paranaenses como nossos candidatos majoritários, revelando a raiz parenteral que os justifica: filhos, sobrinhos, irmãos, esposa.
Abordei o tema anteriormente mostrando que de 1982 até hoje apenas quatro famílias disputam o governo: os Dias (Alvaro e Osmar), Requião (três vezes eleito), Lerner (duas vezes aureolado) e os Richa (José, o pai e Beto, o filho). Na capa do caderno o alerta: elite administra patrimônio político como bem de família e revela como tudo se dá em escala nacional. Dá para perceber que aí está uma das explicações por que não somos uma república.
Planilhas
Um dos aspectos positivos da intervenção da Ocepar contra o aumento de 7,5% no preço do pão é a afirmação de que o peso do trigo na planilha não passa de 10%. Seria bom que em todos os casos houvesse esse tipo de participação.
Sutileza
Bata no Requião elegendo Rubens Bueno. A sugestão foi feita, mas a quem se mostra ''limpinho'' não ficaria bem tanta agressividade.
Anel
Convênio do anel viário de Curitiba não é a única obra importante que une Prefeitura da capital e governo estadual: até o fim do ano deve ser concluída a ampliação do Terminal do Cabral. A Copa de 2014 os une muito mais.
Cadeia
Muitos queriam ver Nelson Justus na cadeia. E ele apareceu na cadeia de rádio e televisão atacando os ''hipócritas e falsos moralistas'' que desejavam vê-lo fora da Assembleia. Como sabe que a maioria está envolvida não teme que se leve o tema à campanha eleitoral. Aliás, indispensável que isso ocorresse.
Tanto Justus quanto Alexandre Curi, os mais atacados e envolvidos, vão fazer de sua reeleição uma espécie de resposta. A cegueira da maioria garante.
Rodízio
A designação do Stênio Jacob para a Compagás pode indicar recuo de Orlando Pessuti em sua ação retaliatória contra requianistas e o uso do rodízio para evitar maiores constrangimentos.
Patrulha
O PPS está identificando corrreligionários que apoiam Osmar com a ameaça até de dissolver diretórios. Quem está precisando disso é a aliança oficial.





