Primitivismo eleitoral

Saques da atual campanha eleitoral remontam ao pré-getulismo quando era regra básica estabelecer relação de pai, na verdade algo maior perto de um Deus, com as pessoas. O Lula pai e a Dilma genitora se completarem a família nuclear com um menino, que não precisa necessariamente nascer numa estrebaria, mas ficaria bem numa favela ou palafita, teríamos a sagrada família.
O pior é que a facção adversária, com medo de desmascarar essa grosseira manipulação de arquétipos primitivos, não exercita o contraditório e se sente até seduzida a explorar esse imaginário populista com um timbre religioso bem adequado ao clima de fanatismo. Chovem aí as propostas como a da Gleisi Hoffmann, candidata ao Senado, prometendo aposentadoria às donas de casa, de prendas domésticas, que não pagaram a previdência.
Se o clima nacional contamina o regional, não se pode esperar que de repente Beto Richa e Osmar Dias ousem discutir coisas reais sobre o Paraná, as suas contingências e seu futuro.

Quorum e decoro

No legislativo normalmente há quorum, mas sem decoro. Agora que a instituição já é campeã dos retrocessos, com seus chunchos, temos o esperado recesso.

Acupuntura do mal

Cesar Setti, aquele ''repórter das estradas'', denunciou que um condomínio do Batel estava envenenando palmeiras do local. Injetavam drogas nas árvores, uma acupuntura perversa.

Famiglia

Programa eleitoral do Requião enfocou ele com a família, mas só a nuclear. A turma que ocupou o aparelho de Estado, com mais força do que sindicalistas no governo Lula, essa não apareceu.

Folclore

Na noite de autógrafos do ''Vozes do Paraná 3'', anteontem, dona Regina Pessuti disse aos jornalistas que se o ex-governador perder a eleição para o Senado ela, em sinal de júbilo, deixa de fumar. Talvez use mensagem oblíqua: o candidato apontado seria intragável e merecia levar fumo.

Cabo de guerra

Depois de excluir do governo os mais fiéis requianistas (os últimos foram Pisseti e Benedito Pires e estar de olho no Doático Santos), o governador ampliou o cerco em cima do Provopar e do MON, retirando-lhes recursos. Lúcia Arruda, de temperamento mais guerreiro, chamou Pessuti de mau caráter e de estar prejudicando os necessitados e dizendo que lá permanece até o fim. Consta que algumas exposições do MON teriam sido suspensas pelo corte de repasses, pela Lei Rouanet, da Copel e Sanepar.

Plano A

O problema da Arena da Baixada é que só existe o Plano A e este, sem, verba pública, dificilmente se viabiliza. Se houvesse mais gente trabalhando do que querendo aparecer tudo seria mais fácil. Só desejar a Copa não é virtude; mérito é viabilizá-la.

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