Copa, Olimpíada e PIB
Estamos jogando nossos sonhos para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. Entre os dois eventos algo muito mais importante e para o qual o Brasil não dá a menor bola: a entrada em operação dos navios cargueiros Pós-Panamax, gigantes condutores de contêineres, em decorrência da reengenharia do Canal do Panamá. Alguns terminais estarão preparados, outros não, o nosso dependendo do aproveitamento da Ponta do Poço em Pontal do Paraná.
Como a emoção se sobrepõe à racionalidade, olhamos os eventos esportivos como fatores de afirmação de primeira ordem. Quem sabe um estudo prospectivo do Banco Sachs nos devolva o juízo: êle prevê que o Brasil será a quinta economia do mundo em 2.032 com PIB de US$ 5,05 trilhões, mas permanecerá estagnado na 47 posição (igual à do ano passado) em per capita, agora com US$ 21,11 mil.
Recarregaremos nossa carga onírica, em busca do paraíso, em 2014 com a Copa e em 2016 com os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. É verdade que as previsões dos futurologistas, quando estavam mais em moda, deram com os burros n'água como aquela do Instituto Hudson e da Rand Corporation, capitaneada por Hermann Khan, sobre o ano 2000: dois meses depois da publicação o Brasil superava os indicadores trágicos que mereciam ilustração de Portinari e fotos do Sebastião Salgado, o esteta da fome e do sofrimento.
Como lecionava, ironizando, Lord Keynes ''a longo prazo todos nós estaremos mais ou menos mortos''.

Cartório
Beto Richa cria um fato político, primaríssimo, num momento de ascensão: promete registrar em cartório o seu plano de governo. Ele poderia fazê-lo na Região Metropolitana, em Campina Grande do Sul, com seu irmão mais novo, Adriano, dono do cartório local.

Milagre
O Sindimoc, sindicato de motoristas e cobradores, pelo jeito, depois da ''revolução'' havida com a licitação das empresas, vira democrático e terá bate-chapa. Se a situação perder, o vereador Denilson Pires corre o risco de não se reeleger.
Uma profilaxia na planilha exigiria, antes de tudo, o fim daquela partilha de cesta básica. Incluí-la na tarifa de todos é uma deformação. Ministério Público deveria entrar de sola nessa.

Pesquisa
Pesquisa Lace-Ibope no Paraná dá Corinthians na frente com 17.8, Palmeiras em segundo com 13,3, Atlético Paranaense em terceiro com 10, seguido de São Paulo com 9.5, Coritiba com 6, Paraná com 1.5. E o Flamengo e os demais times do Rio por que não aparecem. Está aí, embora as fragilidades, mais uma evidência da falta de unidade cultural. Times da capital só existem na Grande Curitiba.

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