Vida inteligente
O documento de Lerner sobre a forma como estão tentando envolvê-lo na campanha eleitoral é o primeiro sinal de inteligência no processo. Sutileza demais para a balbúrdia de antropóides. Ele expediu o atestado de não lernistas aos envolvidos na sucessão, reclamando, todavia, que deveriam pedir que os eventuais admiradores do ex-prefeito e ex-governador não votassem em nenhum deles. E eles estão nas duas facções.
Quem sabe depois de tudo isso fique o modelo do bom humor que precisa, e isso urgentemente, ser devolvido a essa campanha, até aqui redundante e chata.

Debate
Um debate com todos os candidatos pode ser mais democrático, mas se mostra inviável, além de derrubar a audiência. Todo postulante com uma cota de menor compromisso imediato com a realidade leva vantagem. Vide Plínio de Arruda Sampaio no debate presidencial.

MP no interior
O Ministério Público no interior é duríssimo com prefeitos e vereadores. Na capital é impossível por causa das amarras políticas e culturais, o poder da sociedade cartorial. Em Curitiba jamais a Justiça mexeria na tarifa de ônibus como aconteceu em Londrina e, fora o caso do Custódio Aparecido, nunca tivemos um vereador processado ou preso. O compadrio aqui é institucional, amarrado.
O ocorrido na Assembleia Legislativa é exemplar.

Copel
A depressão tarifária deve ter pesado muito na queda em 53,2% da Copel no segundo trimestre. Receita operacional líquida cresceu 6% (R$ 1,43 bi) e custos e despesas aumentaram 33,4% (R$ 1,3 bi). E ainda os fisiológicos queriam que ela, que não está bem das pernas, bancasse a Arena. Apesar das autorizações da Aneel, Requião era contra aumentar tarifas.

Folclore
Um diretório do PCdoB, o de Cornélio Procópio, por estar com Beto Richa, foi dissolvido. Vai ver era adepto do marxismo-lernerismo da dupla Burle Marx-Jaime Lerner, uma corrente ideológica muito além do jardim.

Lombadas
Várias lombadas eletrônicas da capital não estão funcionando, mas promete-se licitação para equipamentos substitutos até o fim do mês.

Testamento
Rogério Distéfano diz que a nota de Lerner é a sua Carta Testamento: bem sacada é da mais fina ironia.

Brasil
O ''Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil'' do curitibano Leandro Narloch continua em destaque entre os livros mais vendidos. Um saque irreverente foi o de identificar no balanço das escolas de samba, até em função do Estado Novo, algo fascista que lembra rataplan militar.

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