LUIZ GERALDO MAZZA
O Big Brother
O ideal seria que todo o andamento da campanha eleitoral fosse monitorado por uma espécie de Big Brother. Ontem, por exemplo, se soube das prestações de contas ainda em fase parcial e havia mais do que o dobro de recursos em doações para Osmar Dias (R$ 5,1 milhões contra R$ 2 milhões) o que mostra o empenho do candidato dos governos do estado e da União em recuperar o tempo perdido e encarar a liderança do adversário. Há a determinação no sentido de que vá à frente ainda nas pesquisas neste fim de semana, o que caracterizaria uma tendência e aí a resposta do PSDB seria indispensável para evitar que isso contaminasse a eleição presidencial.
Os debates
O calendário dos debates na TV para a eleição de governador está pronto: o primeiro sai dia 12 deste mês na Band, a 10 de setembro o da SBT, a 20 o da Record e a 28 o da RPC. Nem muito, nem pouco, mas uma dosagem equilibrada, infelizmente prejudicada pela camisa-de-força da excessiva regulação. Vão treinar bastante para não cair em pegadinha como a do Procel que tirou o Vanhoni do ar no confronto com Cassio Taniguchi.
Coincidência
Ontem quase Beto Richa e Osmar Dias se defrontam: é que ambos compareceram no mesmo endereço, rádios CBN e Globo, para entrevistas. Beto falou na CBN e Osmar na Globo e quando viram a situação pensaram que haveria debate meio na base da surpresa. Não se olharam e nem se tocaram.
Apura tudo
O governador Orlando Pessuti, ao saber da votação das contas do antecessor em 2009, repetiu uma ordem: quer apuração de tudo, desde a auditoria que o TC vai fazer na ParanaPrevidência, até os escândalos com cartões corporativos na área da educação, desvios (e que não são de trilhos) da Ferroeste e apuração de todo o caso dos dólares de Eduardo Requião bem como as deformações havidas na ação da polícia e do acordo entre vítima e autor do roubo, o que a Corregedoria se vê obrigada a esclarecer por ser pouco ortodoxo.
Folclore
Veteranos políticos observavam que o Tribunal de Contas é quase irmão siamês da Assembleia Legislativa: há anos ambos favorecem todos os governos num tema sério- o das contas. Parecem a seleção brasileira na previsibilidade. Usando o linguajar do Odorico Paraguaçu o TC mostra firmeza nos considerando e se torna normal e concessivo nos finalmente.
Imposição legal
Internautas defenderam a tese de que Pessuti ao retirar a logomarca do seu antecessor estava cumprindo dispositivo legal e não retaliando. Bem se os símbolos que expressam um estilo pessoal como o referido ou as casinhas de Alvaro Dias, as folhinhas de Lerner, a bola verde de Paulo Pimentel estão proibidos, até porque configuram proselitismo, o governo se obrigaria a retirá-los todos da frota pública, na frente das repartições públicas.





