LUIZ GERALDO MAZZA
O desempate
Neste fim de semana teremos o desempate das pesquisas: a oscilação havida nas últimas duas do Vox Populi com a vantagem de Beto Richa de nove pontos caindo para um empate técnico, com um viés de vanguarda para o PSDB, está a exigi-lo. Ao menos enquanto não pintam os programas de rádio e TV, o jeito é interpretar pesquisas. O QG tucano alega que os pesos dados à Grande Curitiba são inferiores aos reais com prejuízo do ex-prefeito da capital, distorção que o beneficiava na sondagem anterior abrangendo 1.200 eleitores.
Há realmente coisas espantosas como a Gleisi levar vantagem na espontânea sobre Requião ou ainda a queda deste em seis pontos de 45 para 39, um tombo, queda livre, vertigem pura.
Confiemos que o Ibope tranquilize os hormônios da rapaziada. Ele tem nível de credibilidade equivalente ao do DataFolha. Como sempre não apenas candidatos são julgados, mas também - e rigorosamente - os institutos de pesquisas.
Cacoete
A negociação das teles pode depender de dinheiro público. A despeito do gigantismo da operação (R$ 25 bi) a ''viúva'' vai estar na cena como se deu também nas privatizações de FHC. Velho macete, antigo cacoete.
Hospitais
A rede hospitalar tem sua rotina para controlar infecções, mas quando um agente atípico (superbactéria como no caso de Londrina e tal qual se deu, não faz muito tempo, em Curitiba) entra em ação as cautelas aumentam e levam até à interdição de pronto-socorro e UTI. Crise na rede pública e privada não pode servir de fundamento econômico para baixar a guarda.
Paranaguá
Paranaguá festejou bem seus 362 anos: reinaugurou o supermercado Condor (que pegou fogo e ficou interditado 126 dias), sua maior fonte de empregos diretos com mais de 300 trabalhadores. Mais do que isso: o município passou a receber o ISS do Porto de Paranaguá que Requião negava e ganhou uma bolada de R$ 30 milhões, graças à intervenção de Orlando Pessuti.
Folclore
Irritado por causa de um ágape no Detran com todos os candidatos (Osmar, Rocha Loures, Gleisi), mais Pessuti, menos ele, Requião, o ex-governador denuncia que o coronel Pancotti estaria usando servidores da repartição para a reforma do seu apartamento na praia. O silêncio dos ofendidos (são raros os que vão à Justiça) consolida a ininputabilidade de Requião como se ele não fosse capaz de discernir o que diz e acusa.
PCHs saem
Orientação anterior dificultava autorização ambiental para as PCHs (usinas de pequeno porte). Pelo menos 13 delas serão construídas com investimentos de R$ 3 bi e sem a imposição de sociedade com a Copel, como o ex-governador exigia. A EPP, Empresa Paranaense de Participações, agrega quatro grupos, um deles do ex-governador João Elísio.





