LUIZ GERALDO MAZZA
Ainda os dólares
A maior crise do governo Richa, pai do Beto, foi a dos dólares decorrentes de indevida comissão paga a alguém meio fantasma num empréstimo internacional. Richa demitiu os dois melhores componentes de sua equipe, o acusado Erasmo Garanhão e o acusador Belmiro Castor e entregou a orquestra a Euclides Scalco.
Depois ainda com dólares tivemos os eventos da CC5 em que o Paraná ganhou destaque mundial e agora o caso do Eduardo que, como o irmão Roberto Requião, guarda grana em casa e mais apropriadamente no armário, no qual deveria ter uma fortuna imensa, já que nem percebeu o afano de US$ 180 mil por sua doméstica. Há um momento em que a ladra afirma que o seu enriquecimento decorrera de desvios de amigos operando no Porto de Paranaguá. E foram os auditores portuários que alertaram Eduardo que lá não havia chuncho e que o desvio era em sua própria casa. Esquisito.
Gol contra
Tão sistemática a ação da Urbs-Diretran que dá a impressão de trabalhar para o outro lado nas eleições: transporte escasso, multa abundante.
Passarela
Curitiba vai virar passarela de Lula-Dilma e de Serra também. Mesmo sem pesquisas acham que o Paraná desequilibra. Talvez seja um caso de consciência culpada: a União trata mal o Paraná e Serra é o autor da medida que favorece estados consumidores de energia no ICMS, o que ajuda paulistas e nos prejudica. Bancada paranaense, apalermada, nada percebeu do seu aliado.
Cem dias
Tanto Pessuti como Ducci comemoram à sua maneira cem dias de gestão. Feito maior a derrubada da multa do Tesouro Nacional providenciada por Osmar Dias, mas nem de longe uma e outra se aproxima dos doze dias de Jaime Lerner, um dos maiores feitos eleitorais.
Sem analogia
O Terminal Turístico de Paranaguá no Porto não sai. Catarinenses só em 2009 receberam 40 mil viajantes de transatlânticos e agora anunciam um estaleiro da Azimut-Benetti de 80 milhões de euros em Itajaí que terá capacidade para uma produção de 100 embarcações de alto padrão por ano. Como se já não bastasse a surra que nos dão nos portos só falta o Atletiba na Série B do nacional e o Figueirense na Série A junto com o Avaí.
Folclore
Requião ataca o suplente da Gleisi, o advogado Sérgio Sousa, que seria sócio de um filho do Orlando Pessuti que atua no mercado secundário de precatórios, insinuação voltada para o Refis do governo e que atinge Rocha Loures, vice de Osmar por causa de suposta inadimplência da Nutrimental. Requião se repete: contra Mário Pereira também falou mal do filho, o Pereirinha. Se fizessem com Requião o que ele faz com os outros saberíamos mais verdades. Tiro na própria trincheira é, no caso, bastante pedagógico.





