Vinte anos de espera

Só agora a Justiça pegou os culpados pelos desvios da Prefeitura de Maringá entre 1997 e 2000. E ainda há recursos. No meio do rolo o doleiro Yousseff e o prefeito Jairo Gianoto e seu secretário da Fazenda, Luis Antonio Paolicchi, ligadíssimos ao governo Lerner de então e que andaram curtindo uma cadeia.
Se com facilidade de obtenção de provas demorou tanto tempo imagine-se o cronograma da roubalheira do legislativo estadual e a complexidade de todos os incidentes processuais. Só depois, bem depois, dos Jogos Olímpicos de 2016.
Força tarefa mobilizada para eleger Belinati em Londrina quando ela tomou conta da cidade com os agentes lerneristas, aquela história da venda de 45% das ações do Sercomtel para a Copel e os escândalos que dali se originaram dão bem a ideia de como se encarava eleições em polos importantes.


Picaretagem

Rafael Greca mostrou que uma das picaretagens em torno do transporte de massa é a oferta de soluções que só ativam interesses de consultorias. Quando Lerner era presidente do IPPUC já se fez lá a primeira abordagem sobre metrô a cargo do mestre Euro Brandão. Lerner lançou o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), e Lubomir Ficinski tascou o superbonder que também não colou. Há tanto absurdo que no fim dos anos setenta um estudo indicava o esgotamento do sistema sobre pneus que vigora até hoje.

Circulação zero

O drama abrangente da Capital é o da circulação que deveria ter sentido social e em que predomina o veículo particular em 90% dos casos com um só passageiro. E a Urbs deita e rola em cima das multas. Haja radares que servem para tudo menos para registrar a imagem do correligionário que matou dois.

Ira

Deu para ver ontem como os deputados ficam irados quando se trata de mexer nos interesses de nomeação e/ou exoneração de comissionados, ainda mais agora no calor das eleições.

Folclore

Osmar Dias está com um jeitinho de Dunga na irritação que revela quando se fala na sua indecisão de sair para o governo ou para o Senado. O Dunga, pelo menos, é um vitorioso.

Sem resposta

Quando da ''descentralização'' do governo em Londrina, um repórter perguntou a Orlando Pessuti o custo dessas mobilizações e o governador ficou de responder. Até hoje nada e continua anunciando novas reuniões que não passam de agito político-eleitoral sem qualquer utilidade prática.

De cocheira

Dava-se como certa ontem a renúncia de Pessuti e a aliança PDT-PT-PMDB pró Osmar. Notícia do gênero tem prazo de validade por horas.

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